Celina Leão vota no segundo turno no DF
Candidata à reeleição no Distrito Federal votou pouco antes das 10h no Lago Norte; ela enfrenta Leandro Grass no segundo turno
A governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição no Distrito Federal, votou por volta das 9h55 deste domingo, 25, no Lago Norte, em Brasília. Ela enfrenta o ex-deputado distrital Leandro Grass (PT) no segundo turno da eleição para o governo do DF.
Celina tem um caminho pavimentado para ser reeleita diante da disputa contra o petista.
Ela lidera a disputa pelo governo local com 61% dos votos válidos, contra 39% de Grass, segundo pesquisa Quaest divulgada no sábado, 24. A diferença é de 22 pontos percentuais.
Ao longo do segundo turno, a disputa pela volta ou não do PT ao poder no Distrito Federal foi uma marca registrada das duas campanhas.
Durante as propagandas eleitorais, Celina intensificou a vinculação entre Leandro Grass e o ex-governador Agnelo Queiroz, que comandou o DF entre 2011 e 2015.
Agnelo foi um dos personagens centrais do escândalo da Lava-Jato no Distrito Federal e apontado como um dos responsáveis por obras faraônicas que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), serviram principalmente para irrigar um propinoduto ao lado da empreiteira Odebrecht, como, por exemplo, o Estádio Mané Garrincha e o Centro Administrativo – o Centrad.
A disputa de rejeição envolvendo Agnelo Queiroz
Assim, o petista – que foi eleito deputado federal este ano – virou arma eleitoral da campanha de Celina, que passou a apresentar Grass como uma espécie de continuação do ex-governador. A resposta do candidato foi tentar fazer o caminho inverso: associar Celina ao grupo político que comandou o DF nos últimos anos e, por tabela, ao legado de governos que ela ajudou a integrar.
Durante a campanha, Celina produziu uma peça que associava Grass ao ex-governador e dizia que o petista poderia “trazer Agnelo de volta”. A propaganda apresentava imagens dos dois e utilizava a expressão “PT nunca mais”.
A Justiça Eleitoral chegou a analisar a propaganda. Em setembro, um juiz do TRE-DF negou pedido liminar de Grass para retirar a peça do ar. O magistrado considerou que, embora a propaganda fosse negativa, críticas a adversários não eram, por si só, proibidas pela legislação eleitoral.
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