Celina Leão assume o GDF nesta segunda após renúncia de Ibaneis
Vice-governadora será empossada na CLDF e terá nove meses de gestão em ano eleitoral
Celina Leão (PP-DF) assume o comando do Governo do Distrito Federal nesta segunda-feira, 30, após renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), que deixou o cargo para disputar vaga no Senado nas eleições de outubro. A transmissão do cargo está prevista para as 9h, em sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federalhttps://www.youtube.com/watch?v=9nb90NMZNfE.
A mudança ocorre em razão da regra de desincompatibilização, que exige o afastamento de ocupantes de cargos do Executivo seis meses antes do pleito quando há intenção de disputar outro cargo eletivo. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
Vice-governadora desde 2019, Celina passa a exercer o comando do Palácio do Buriti com mandato de cerca de nove meses. A expectativa no meio político é de continuidade administrativa, diante da aliança com Ibaneis, que deve atuar como principal fiador da candidatura da sucessora ao governo local.
Natural de Goiânia, Celina tem 49 anos e formação em administração e direito. Iniciou a trajetória política ao lado do ex-governador Joaquim Roriz e, ao longo dos anos, consolidou espaço próprio. Foi deputada distrital por dois mandatos consecutivos, presidente da Câmara Legislativa entre 2015 e 2016 e deputada federal antes de chegar à vice-governadoria. No Executivo local, já esteve à frente do governo em diferentes ocasiões. Em 2023, assumiu o comando do DF por mais de dois meses, durante o afastamento de Ibaneis por decisão do Supremo Tribunal Federal, no contexto das investigações sobre os atos de 8 de janeiro.
A nova governadora assume já como pré-candidata à reeleição. A articulação política prevê chapa com o ex-secretário da Casa Civil do GDF, Gustavo Rocha, e conta com apoio de lideranças ligadas ao bolsonarismo, como Michelle Bolsonaro e Damares Alves.
Apesar da transição planejada, o novo ciclo começa sob pressão. O governo enfrenta desgaste político recente e terá como um dos principais desafios a situação do Banco de Brasília, que atravessa momento de questionamentos e risco de agravamento financeiro.
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Renúncia ao governo
Ibaneis Rocha anunciou a saída do cargo no último sábado, 28, após agenda de despedida no Palácio do Buriti. Além dele, outros governadores também deixaram os cargos nas últimas semanas para disputar as eleições. Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, renunciou ao governo para entrar na corrida presidencial. No Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) deixou o cargo com foco em uma vaga no Senado e dia antes de se tornar inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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