Celina critica Erika Hilton após deputada chamar adversários de “esgoto”
Vice-governadora do DF afirma que Comissão não pode ser “ringue ideológico” e defende que cargo público precisa respeitar quem pensa diferente
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, criticou, nesta sexta-feira, 13, o tom adotado pela deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) ao assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Celina afirmou que o comando de um espaço institucional como a comissão exige postura voltada à representação de todas as mulheres, independentemente de posição política.
“Vi a declaração da deputada Erika Hilton ao assumir a Comissão de Defesa da Mulher. E nem vou entrar aqui no mérito de se ela deve ou não presidir a comissão. Quero falar do tom do que foi dito”, afirmou.
Segundo a vice-governadora, quem assume um colegiado com essa responsabilidade não deve tratar o espaço como um ambiente de confronto político.“Quando alguém assume um espaço institucional como esse, não assume para enfrentar inimigos, como ela escreveu. Assume para representar todas as mulheres. Inclusive aquelas que pensam diferente”, disse.
Celina também lembrou sua experiência à frente da bancada feminina no Congresso Nacional e afirmou que a atuação conjunta entre parlamentares de diferentes correntes políticas foi fundamental para avanços legislativos. “Eu falo isso com muita tranquilidade porque já estive nesse lugar de responsabilidade. Tive a honra de coordenar a bancada feminina no Congresso Nacional. E ali aprendi algo muito importante: quando o assunto é a defesa das mulheres, não existe esquerda, direita ou centro. Existe união”, declarou.
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De acordo com ela, essa cooperação permitiu a aprovação de diversas iniciativas voltadas à proteção das mulheres. “Foi justamente assim que conseguimos unir parlamentares de diferentes posições políticas e alcançar a maior produção legislativa da história da bancada feminina”, acrescentou.
A vice-governadora afirmou ainda ver com preocupação declarações que, segundo ela, indicam uma condução ideológica da comissão.“Preocupa quando alguém já começa falando em transformar uma comissão tão séria em ringue ideológico. A turma do PSOL, que vive falando em defesa da democracia, deveria lembrar de algo simples: quem ocupa uma cadeira pública precisa saber respeitar quem pensa diferente”, ressaltou.
Celina também criticou o uso de termos ofensivos no debate político. “Discordar não transforma ninguém em ‘esgoto’, como a própria deputada escreveu. Porque a essência da democracia é o respeito”. Ao final de sua manifestação, Celina destacou que a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher deve se manter como um espaço voltado às demandas das brasileiras.
“A Comissão da Mulher não pertence à esquerda, à direita ou ao centro. Ela pertence às mulheres do Brasil: às mães, às trabalhadoras, às que enfrentam violência, às que lutam todos os dias por dignidade”, concluiu
Ao assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Erika Hilton afirmou que pretende usar o espaço para enfrentar setores que, segundo ela, atuam contra direitos das mulheres e da população LGBTQIA+. Em publicação nas redes sociais, a deputada também destacou não se preocupar “se o esgoto da sociedade não gostou”, em referência a críticas recebidas após sua eleição para o comando do colegiado.
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Comentários (2)
Aldo
16.03.2026 06:21Vocês mulheres ainda não viram nada, a deputada trans ainda vai "rodar a baiana" muitas vezes nessa comissão. Não esperem uma companheira de luta, travestis são notóriamente adversários das mulheres. E quanto a ideologia política também não ajuda muito, a esquerda sempre tenta esmagar/eliminar adversários, quando faz uma composição com eles é porque não conseguiu o primeiro objetivo.
Angelo Sanchez
13.03.2026 15:10O Sr.Trans nasceu homem, e nada impede de fazer o que quiser de sua pessoa e deve ser respeitado, mas, uma Comissão dos Direitos e Defesa da mulher, nada mais justo que seja mulher de verdade a presidir esta Comissão.