Candidatura do governador de Rondônia pode atrapalhar os planos do PL
Rondônia, que deu o maior número de votos em termos proporcionais a Bolsonaro nas eleições passadas, é visto como "laboratório da direita"
Depois de alguns embates ao longo do ano passado, o vice-governador de Rondônia Sérgio Gonçalves (União) abriu caminho para uma reaproximação com o governador Marcos Rocha (PSD), que é o mais forte pré-candidato ao Senado de acordo com as pesquisas.
Numa entrevista a uma rádio local no início da semana, o vice-governador declarou que tem gratidão ao governador, que foi quem o início na carreira política.
O gesto é importante porque, em caso de acordo entre os dois, Marcos Rocha (PSD) pode deixar o governo para concorrer a uma vaga ao Senado. Sérgio Gonçalves (União Brasil) deve concorrer ao governo do Estado.
Marcos Rocha vinha dizendo que não deixaria o governo para concorrer ao Senado porque não queria que Sérgio Gonçalves, com quem se desentendera, assumisse interinamente o comando do Estado.
Rondônia, que deu o maior número de votos em termos proporcionais a Bolsonaro nas eleições passadas, é visto como “laboratório da direita” nas eleições deste ano.
Não foi por acaso Rondônia foi o palco escolhido por Flávio Bolsonaro (PL) para lançar sua pré-candidatura presidencial este ano ao lado de uma chapa pura com dois candidatos ao senado.
Mas uma eventual candidatura do governador ao Senado (ele não pode concorrer a uma segunda reeleição) pode atrapalhar os planos do PL de eleger dois senadores. Marcos Rocha tem aparecido no topo das pesquisas entre os postulantes ao Senado.
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