“Temos uma série de medidas”, afirma Durigan sobre alta do diesel
Novo ministro da Economia sinaliza que o governo federal age independentemente dos governadores, se preciso
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 20, que o governo federal dispõe de medidas adicionais para conter o impacto da alta nos preços do diesel, caso os estados não aceitem a proposta de desonerar o ICMS incidente sobre a importação do combustível.
“Temos uma série de medidas que podem ser adotadas a depender de para onde for essa guerra e o preço dos combustíveis. Não avançando [com os governadores], iríamos para outras medidas para não deixarmos a população desguarnecida”, disse Durigan.
A proposta enviada aos governadores prevê a suspensão do tributo até o fim de maio, com o governo federal cobrindo metade das perdas de arrecadação estadual. O custo estimado é de R$ 3 bilhões por mês. Até o momento, apenas o governador do Piauí respondeu positivamente ao texto.
Reunião marcada e outras frentes abertas
Uma nova rodada de negociações está prevista para a sexta-feira seguinte. Durigan classificou a oferta federal como “generosa”, dado o volume de recursos que a União se dispôs a aportar.
Além da discussão sobre o ICMS, o governo mantém outras iniciativas em andamento: fiscalização do setor, reajuste da tabela do frete, desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e subvenção à comercialização do combustível.
O ministro avaliou que essas ações contribuíram para reduzir a tensão com caminhoneiros, categoria que chegou a cogitar nova paralisação.
Continuidade e metas fiscais
Durigan foi secretário-executivo da pasta sob o comando de Fernando Haddad, que deixou o ministério para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. O novo titular deixou claro que a condução econômica seguirá a mesma orientação.
“O trabalho que vai ser feito sob a minha condução é um trabalho de continuidade da gestão do ministro Fernando Haddad”, prometeu.
Entre os pontos que pretende manter na agenda estão o equilíbrio fiscal, a justiça social, a regulação do crédito, a atração de investimentos e a discussão sobre a tributação de plataformas digitais.
O ministro também mencionou a intenção de ampliar a emissão de títulos soberanos sustentáveis no mercado europeu, iniciativa já em curso.
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