“Não quero um cessar-fogo”, diz Trump
Presidente americano afirmou que "não se negocia uma trégua quando se está literalmente aniquilando o outro lado"
O presidente americano, Donald Trump (foto), descartou nesta sexta-feira, 20, a negociação de um cessar-fogo com o Irã.
Segundo Trump, os EUA e Israel estão em posição de vantagem na guerra, que teve início em 28 de fevereiro.
“Não quero um cessar-fogo. Não se negocia uma trégua quando se está literalmente aniquilando o outro lado”, disse a repórteres ao lado do secretário de Estado, Marco Rubio.
Trump também preferiu não confirmar se estava considerando ocupar ou bloquear a ilha iraniana de Kharg , um ponto estratégico para as exportações de petróleo bruto.
Segundo a imprensa americana, cerca de 2.500 fuzileiros navais do navio de assalto anfíbio USS Boxer e da 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, ambos baseados na Califórnia, foram enviados para a região.
Reino Unido
O Reino Unido confirmou nesta sexta-feira, 20, que os Estados Unidos estão autorizados a usar bases militares para neutralizar “as capacidades utilizadas para atacar navios no Estreito de Ormuz”.
A decisão foi tomada após reunião entre ministros do governo britânico.
“Os ministros confirmaram que o acordo segundo o qual os Estados Unidos utilizam bases britânicas no âmbito da autodefesa coletiva da região inclui operações defensivas americanas destinadas a neutralizar instalações e capacidades de mísseis que estão sendo usadas para atacar navios no Estreito de Ormuz”, diz o comunicado.
Pressão de Trump
Desde o início da guerra, Trump tem criticado o primeiro-ministro Keir Starmer (foto) por não se juntar diretamente aos EUA no conflito.
O presidente americano chegou a dizer que Starmer “não é Winston Churchill” e que um país que os Estados Unidos outrora consideravam “a Rolls Royce dos Aliados” agora se mostrava decepcionante.
Nesta semana, Starmer afirmou que seu governo trabalha com aliados em um “plano coletivo viável” para reabrir o Estreito de Ormuz, mas evitou enviar navios por receio de envolver o Reino Unido em uma escalada maior do conflito.
Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é um dos pontos estratégicos mais sensíveis do comércio global.
Aproximadamente um quinto do petróleo mundial passa por ele.
Em seu ponto mais estreito, tem apenas cerca de 33 km de largura, e as rotas de navegação são ainda mais estreitas.
Isso o torna vulnerável: qualquer conflito ou acidente pode facilmente interromper o tráfego.
Se algo acontece ali, afeta rapidamente os preços, a economia e a estabilidade internacional.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)