Candidato do PL no Rio quer criar gabinete permanente entre forças de segurança
Um dos pontos centrais desse plano defendido por Douglas Ruas, aliado de Flávio Bolsonaro, seria fortalecer o trabalho de inteligência
O candidato do PL ao Governo do Rio, Douglas Ruas (foto), defendeu a integração entre as forças de segurança durante sabatina promovida pela Folha e pelo UOL nesta sexta-feira, 14.
Como uma das principais propostas de seu plano de governo para a área, Ruas anunciou a criação de um Gabinete Permanente de Integração das Forças de Segurança, com o objetivo de promover a articulação contínua entre as polícias e discutir estratégias conjuntas de enfrentamento à criminalidade.
Um dos pontos centrais da atuação será fortalecer o trabalho de inteligência para bloquear as rotas utilizadas para a entrada de armas e drogas no estado, respeitando as competências da União.
“Nós sabemos que nenhum daqueles mais de 900 fuzis apreendidos aqui no estado foi produzido aqui. Essas armas e essas drogas entram pelas nossas fronteiras. Precisamos integrar as forças e atuar de forma coordenada para impedir que esse armamento e essas drogas cheguem às mãos do crime organizado”, disse ele.
Garotinho, um candidato
O ex-governador Anthony Garotinho afirmou nesta semana que é candidato ao governo do Rio de Janeiro, apesar da decisão do juiz Ricardo Cyfer, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que determinou o início do cumprimento de uma condenação por ato de improbidade administrativa e a perda dos direitos políticos do político.
Em live, Garotinho alegou que existe apenas um pedido do Ministério Público, e não uma decisão judicial final, reafirmando que seus direitos políticos foram restabelecidos em 2018.
“O que foi pedido pelo juiz de uma Vara de Fazenda Pública não significa que foi decidido. Uma coisa é um pedido, outro é uma decisão. Então, vamos deixar bem claro […] No ano de 2005, foi movido uma uma ação que acabou sendo discutida em última instância em 2018. Quem diz isso não sou eu. Quando eu fui candidato na última eleição, o próprio Ministério Público pediu a impugnação da minha candidatura e juntou um documento dizendo que eu estava inelegível até 2018. Tá escrito”, afirmou.
“Olha, pedir qualquer um pode pedir qualquer coisa, mas quem decide se o registro é ou não apto, se o candidato pode ou não disputar a eleição, não é um juiz de Fazenda Pública, é a Justiça Eleitoral. […] Não há decisão nenhuma. A decisão que existe hoje é aquela que diz que houve trânsito em julgado em 2018”, acrescentou.
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