Caiado diz que Lula age como “rei” em “monarquia disfarçada de república”
Ex-governador comentou a autorização do STF para que PF investigue Lulinha e também cita relação entre "outro pai que protege filho"
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) comentou nesta quinta, 30, a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Polícia Federal (PF) a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência.
Em publicação nas redes sociais, Caiado afirmou que o caso retrata uma “monarquia disfarçada de república”.
“Filho investigado por vender acesso ao governo e o pai que finge não ver. Esse é o retrato da novela política chamada PT, em cartaz há décadas sempre com o mesmo enredo, sempre com os mesmos personagens. É uma monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe“, escreveu no X.
Caiado sugeriu ainda que a crítica poderia ser aplicada à relação entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
“Estou falando de Lula e Lulinha, mas pode ser interpretado como outro pai que protege outro filho. Já passou da hora de acabar com essa farsa!”, finalizou.
Lulinha
A PF busca apurar se Lulinha interferiu junto ao Ministério da Saúde no processo de liberação para venda de cannabis medicinal, com possível uso de contatos dentro do gabinete presidencial.
Conhecido como Lulinha, o empresário já figurava como investigado em outro inquérito, relacionado a fraudes nos descontos aplicados a aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desta vez, porém, a PF percorreu um caminho distinto, associando o nome dele a articulações junto a servidores da pasta da Saúde.
A representação enviada ao STF, com 34 páginas, aponta que Fábio Luís teria agido em benefício próprio dentro da estrutura do governo federal. Segundo o texto enviado à Corte, ele contou com a colaboração da empresária Roberta Luchsinger e do lobista Antônio Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”.
Desconforto
Ao adotar essa linha de investigação, distinta da que já tramitava sob relatoria de Mendonça, a PF solicitou que o caso fosse redistribuído a outro ministro.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) aceitou o pedido, e o processo foi sorteado novamente — mas retornou às mãos do próprio Mendonça, que concedeu a autorização.
A manobra da PF para tentar mudar o relator do caso foi malvista por integrantes ouvidos nos bastidores do STF, segundo apurou a reportagem que revelou o episódio.
Leia mais: Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha
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Comentários (1)
Marian
30.07.2026 20:47A coroa é um símbolo de cultura, história e identidade de um povo, é o que temos aqui?