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Cadê as vacinas contra a Covid, Lula?

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 08.07.2024 15:47 comentários
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Cadê as vacinas contra a Covid, Lula?

O governo de Lula entregou apenas 10% das vacinas contra a Covid prometidas para este ano. A baixa disponibilidade desacelera a campanha

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Cadê as vacinas contra a Covid, Lula?
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Ministério da Saúde, sob a administração de Lula (foto), entregou menos de 10% das vacinas atualizadas contra a Covid prometidas para 2024, prejudicando o avanço da campanha de imunização no país, informou reportagem da Folha de S. Paulo. A baixa disponibilidade das doses tem resultado em uma campanha lenta e com público-alvo restrito. Segundo a pasta, desde o início de maio, foram repassadas 5,7 milhões de vacinas da nova geração.

Essas vacinas fazem parte de um lote de 12,5 milhões de doses da Moderna, adaptadas para a variante XBB, adquiridas com atraso. O plano é distribuir 70 milhões de doses até o final do ano, porém, o edital para a compra complementar ainda não foi lançado.

O que diz o ministério de Nísia Trindade

O Ministério da Saúde informou que o “novo processo de aquisição” está em “fase interna” e que a licitação será lançada após essa etapa. No entanto, não foi estabelecido um prazo para finalizar a compra e entrega das novas doses. A quantidade de unidades do modelo atualizado já aplicadas também não foi divulgada.

Os dados sobre a aplicação das vacinas estarão disponíveis na Rede Nacional de Dados (RNDS) após ajustes técnicos, segundo o ministério. As informações sobre os imunizantes da Moderna entregues também não estão disponíveis nos painéis públicos do site do Ministério da Saúde.

Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destacou, ao jornal paulistano, que a limitação de doses pode aumentar a hesitação vacinal. “Não é apenas uma questão de desinformação ou fake news. A falta de informação é o maior fator. O acesso às doses é crucial, e o ministério tem se esforçado para melhorar o acesso, especialmente em escolas para adolescentes“, afirmou Ballalai.

Ela acrescentou que a percepção do perigo da doença diminuiu, apesar de a Covid ter causado cerca de 3,9 mil mortes no Brasil em 2024. Ballalai ressaltou a necessidade de uma comunicação mais assertiva sobre a doença, não apenas quando as vacinas chegam.

Críticas a Lula

Durante a pandemia, a postura de Jair Bolsonaro e sua aversão às vacinas foram fortemente criticadas por Lula durante a campanha eleitoral de 2024. No entanto, o atraso na compra dos imunizantes gerou críticas ao presidente petista por parte da comunidade científica e de profissionais de saúde.

Em abril, o site Qual Máscara? cobrou novas doses no momento em que a primeira compra com a Moderna ainda estava em andamento. O Ministério da Saúde afirmou que planejava a compra de vacinas desde meados de 2023, mas aguardava o surgimento de novas versões no mercado. Em dezembro, após a aprovação da vacina da Pfizer adaptada à variante XBB pela Anvisa, a Saúde iniciou um processo de compra emergencial de 12,5 milhões de doses.

Em fevereiro, a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, anunciou que a vacina adaptada à variante XBB chegaria ao Brasil no mês seguinte. A ministra Nísia Trindade prometeu iniciar a vacinação de grupos prioritários em abril, mas as doses começaram a ser entregues apenas em maio.

70 milhões de vacinas para 2024

A pasta afirmou que as 70 milhões de doses previstas para 2024 são destinadas à população alvo, conforme dados do IBGE. O Conass, conselho que representa os secretários estaduais, ressaltou a importância de manter a aquisição e distribuição das vacinas conforme planejado. O Conasems, que representa os secretários municipais, informou que segue as orientações do ministério.

Em 2024, a Saúde incinerou cerca de 6,4 milhões de doses de vacinas contra a Covid que perderam a validade. Esses imunizantes, fabricados pela Janssen, utilizam tecnologia de vetor viral, que perdeu popularidade no SUS em favor das vacinas de RNA mensageiro da Pfizer e Moderna.

A atual gestão alega que herdou de Bolsonaro um estoque desorganizado, com muitos produtos com validade curta ou já vencidos. Até o início de 2023, a Saúde havia perdido cerca de R$ 2 bilhões em vacinas da Covid de diversos fabricantes devido ao vencimento dos imunizantes entre o fim de 2022 e o início de 2023.

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Comentários (1)

jni

2024-07-08 18:44:26

Já dá pra chamar de genocida?


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