“Cada vez vou ficar mais esquerdista, mais socialista”, diz Lula
Petista afirmou que, caso seja derrotado na próxima eleição, "tem que decapitar o presidente" que deixar o povo "passando fome"
O presidente Lula (PT) afirmou nesta terça, 5, que o seu governo tem dado certo e que continuará se alinhando cada vez mais às ideologias de esquerda.
“Cada vez vou ficar mais esquerdista, mais socialista, achando que a gente pode mais. Porque a gente vai acreditando que as coisas podem acontecer. Sou um homem de muita sorte”, disse o petista na reunião do Conselhão.
O alinhamento de Lula com os governos de esquerda nunca deixou de existir. Ele reuniu-se no domingo, 3, com o Fidel Antonio Castro Smirnov, neto do ex-líder cubano Fidel Castro.
Segundo Lula, caso seja derrotado na próxima eleição, “tem que decapitar o presidente” que deixar o povo “passando fome”: “Se deixar o governo e entrar uma coisa qualquer nesse país, fome volta. Num governo que tiver alguém passando fome, tem que decapitar o presidente.”
Trump na COP30?
Lula disse que ligará para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para convidá-lo para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas 30 (COP30), que será realizada em Belém, no Pará, em novembro.
“Não vou ligar para o Trump para comercializar, porque ele não quer falar. Mas pode ficar certa, Marina [Silva, ministra do Meio Ambiente], que vou ligar para convidá-lo para vir pra COP, porque quero saber o que ele pensa da questão climática, vou ligar para ele, para Xi Jinping [presidente da China[, para o Narendra Modi [primeiro-ministro da Índia]”, afirmou.
A presença do presidente dos EUA na COP30 é pouco provável.
Nos primeiros dias de seu segundo mandato, Trump assinou uma ordem executiva retirando os EUA do Acordo de Paris. A decisão, segundo André Corrêa do Lago, presidente da conferência, representou “impacto significativo” nos preparativos do evento.
‘Tarifaço’
O governo dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira, 30, a imposição de uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando para 50% a alíquota total aplicada ao país.
A medida foi oficializada por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump e classificada pela Casa Branca como resposta a ações do governo brasileiro que, segundo Washington, representam uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA.