Bolsonaro tem piora em crises de soluço e recebe doses extras de medicamento
Informação consta em relatório médico semanal enviado pela defesa do ex-presidente ao ministro Alexandre de Moraes, do STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou “piora considerável“ em suas crises de soluço na terça-feira 9, e quarta, 10, e precisou receber doses extras de medicamento diante do quadro. A informação consta no mais novo relatório médico semanal enviado pela defesa do político ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento, assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, foi protocolado no STF nesta sexta-feira, 12.
“Sr. Jair Messias Bolsonaro, 71 anos, segue em acompanhamento médico domiciliar no 42º dia de pós-operatório do ombro direito e 3 meses pós diagnóstico de pneumonia broncoaspirativa e controle das patologias crônicas associadas, previamente descritas”, inicia o relatório.
“Após modificações e ajustes no esquema terapêutico, decorrentes do aumento de intensidade e frequências nas crises de soluço na semana anterior, o paciente apresentou inicialmente leve melhora, porém nos dias 9 e 10 de Junho, observou-se piora considerável, sendo necessária a administração de doses extras, no limite terapêutico de segurança dos medicamentos de ação central“.
O documento prossegue: “Em momento oportuno, para elucidação diagnóstica e ajuste de conduta, o paciente deverá ser encaminhado para realização de exames do trato digestivo, endoscopia digestiva alta, manometria esofágica de alta resolução e pHmetria gástrica; para avaliação do esfíncter esofágico inferior e esofagite crônica”.
Ainda conforme o médico, do ponto de vista cardiológico, Bolsonaro “encontra-se estável, queixando apenas de cansaço e fadiga aos médios esforços, com pressão arterial controlada. Mantendo oscilações no grau de instabilidade do equilíbrio corporal. Ausculta pulmonar reduzida na base do pulmão esquerdo”.
Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses de prisão à qual foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro do ano passado, na ação penal que apurou a atuação do “núcleo 1” na suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023. O ex-presidente encontra-se em prisão domiciliar humanitária temporária.
Ele foi condenado por cinco crimes: organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.
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