“Bolsonaro sofre perseguição implacável”, diz líder da oposição
Primeira Turma do Supremo iniciou julgamento da ação penal em que ex-presidente é réu por tentativa de golpe de Estado
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou nesta terça-feira, 2, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na ação penal por tentativa de golpe de Estado e disse que o político sofre “perseguição“. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar a ação hoje. Marinho se manifestou pelo X.
“Hoje, celebramos o amor à pátria que voltou a pulsar no coração de milhões de brasileiros. E ninguém representa esse sentimento melhor do que Jair Bolsonaro, o maior e mais importante líder da direita no Brasil. Com sua coragem e franqueza, ele enfrentou o sistema – e é justamente por isso que, agora, sofre uma perseguição implacável“, iniciou Marinho.
“Não estamos diante de um julgamento justo, mas de um jogo de cartas marcadas, feito para tentar calar e impedir que Bolsonaro siga ativo na defesa do povo. Mas o Brasil não ficará em silêncio. No dia 7 de setembro, as ruas estarão tomadas por uma grande manifestação democrática. É por justiça, é por liberdade, é pela Anistia”, complementou.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), também criticou o julgamento, no X.
“O Brasil está prestes a viver um dos momentos mais vergonhosos da sua história. O julgamento de Bolsonaro no STF não é justiça, é perseguição. É um teatro armado para calar a voz de milhões de brasileiros. A Bíblia diz em Isaías 59:14: ‘O direito é posto de lado, e a justiça se mantém à distância; a verdade caiu na praça, e a honestidade não consegue entrar'”, escreveu.
“Pela primeira vez, um ex-presidente será julgado diretamente pelo Supremo. O relator é acusador, juiz e parte do processo. E bastam apenas três votos para condenar. As acusações são frágeis, as provas inexistem, mas a sentença já parece escrita. Não querem apenas punir um homem. Querem intimidar toda uma nação”.
Ele prosseguiu: “Este julgamento não será lembrado pela lei, mas pela vingança de toga. E a verdade é dura: quem está no banco dos réus não é Bolsonaro. É a própria democracia brasileira”.
Governistas acompanham julgamento no STF
Parlamentares governistas estão presencialmente no Supremo acompanhando o julgamento da ação penal. Compareceram, ao menos, o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ) e os deputados Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
“Tem uma cronologia da tentativa de um golpe. Primeiro tentando evitar a vitória do Lula, com o aparelhamento da Polícia Rodoviária Federal. Depois, tentando evitar a diplomação do Lula. Depois tentando evitar a posse. Teve até carro-bomba perto do Aeroporto de Brasília. Depois tentando evitar a governabilidade do Lula, dia 8 de janeiro. Então não dá para achar que isso foi falácia ou fantasia.”, declarou Vieira a jornalistas.
“Houve uma tentativa de golpe de Estado e, agora, com provas consistentes, o Brasil tem a chance histórica de responsabilizar generais, empresários, ex-ministros, o ex-presidente da República”.
Ainda conforme Vieira, é “absurdo” que Bolsonaro financie o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos “para, não trabalhando como deputado federal, já deveria ter sido cassado, fazendo um lobby para coagir a Justiça brasileira”.
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