Bolsonaro sai em defesa de Braga Netto: “Liberdade para o general!”
Ex-presidente afirmou que seu ex-ministro está preso "de maneira abusiva e arbitrária, sem qualquer condenação e com base em acusações mentirosas"
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um apelo pela soltura do general Braga Netto, preso preventivamente desde dezembro do ano passado, após os depoimento dos réus do ‘núcleo 1‘ à Primeira Turma da Corte na terça-feira, 10.
“O General Braga Netto está há mais de cinco meses preso de maneira abusiva e arbitrária, sem qualquer condenação e com base em acusações mentirosas feitas por um delator em busca de benefícios. Braga Netto é um brasileiro exemplar. Serviu à Pátria por mais de cinquenta anos, com honra e competência. General de Quatro Estrelas, foi Ministro da Defesa, Ministro da Casa Civil e responsável pela segurança nacional em eventos como a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016 e a Intervenção Federal no Rio de Janeiro em 2018. Um dos mais brilhantes oficiais de sua geração, agora é tratado dessa forma”, publicou o ex-presidente no X, finalizando com um apelo:
“O Brasil não pode continuar tolerando e normalizando esses absurdos. Liberdade para o General Braga Netto!”, afirmou.
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o general Walter Braga Netto está preso preventivamente desde dezembro do ano passado, em uma sala especial na 1ª Divisão do Exército, no Rio de Janeiro.
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Defesa pede revogação de preventiva
Os advogados de Braga Netto entraram com um novo pedido ao STF de revogação da prisão preventiva do general.
Na solicitação, os advogados afirmam não haver mais “investigações em curso a serem protegidas” e “qualquer sigilo sobre a delação” do tenente-coronel Mauro Cid.
“A custódia cautelar do general Braga Netto se mostra ainda mais injustificada no atual momento processual, em que já foram ouvidas todas as testemunhas e realizados todos os interrogatórios, simplesmente não subsiste nenhum suposto risco cogitável à instrução processual“, diz trecho.
Em 2 de junho, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra um outro pedido de soltura apresentado pela defesa do general ao STF.
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