Defesa de Braga Netto pede revogação da prisão preventiva
Advogados alegam que prisão de general é “injustificada” após conclusão de depoimentos no STF
A defesa do general Braga Netto entrou nesta terça-feira, 10, com um novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) de revogação da prisão preventiva do general, após depoimento dos réus do ‘núcleo 1‘ à Primeira Turma da Corte.
Na solicitação, os advogados afirmam não haver mais “investigações em curso a serem protegidas” e “qualquer sigilo sobre a delação” do tenente-coronel Mauro Cid.
“A custódia cautelar do general Braga Netto se mostra ainda mais injustificada no atual momento processual, em que já foram ouvidas todas as testemunhas e realizados todos os interrogatórios, simplesmente não subsiste nenhum suposto risco cogitável à instrução processual“, diz trecho.
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, o general Walter Braga Netto está preso preventivamente desde dezembro do ano passado, em uma sala especial na 1ª Divisão do Exército, no Rio de Janeiro.
Em 2 de junho, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra um outro pedido de soltura apresentado pela defesa do general ao STF.
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Braga Netto confronta versão de Cid
O general Braga Netto confrontou a versão apresentada pelo tenente-coronel Mauro Cid de que teria entregue “dinheiro” a ele, durante depoimento à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre tentativa de golpe de Estado.
O próprio advogado José Luís, que integra a defesa do ex-ministro, questionou Braga Netto sobre o comentário feito por Cid na segunda, 9.
“Ele disse que o senhor teria entregue um dinheiro na… primeiro, ele falou que era na sala dele, depois na garagem. Essa afirmação dele é verdadeira, general?”
Braga Netto negou qualquer recebimento de dinheiro.
“Não, não é. Como eu disse para o senhor, eu não tinha contato com financiadores, eu não tinha como arrumar dinheiro. Então, não é verdade. Eu não dei dinheiro a ninguém. Não é verdade.”
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