Bets suspendem parcerias contra manipulação de jogos
Associação rompe acordo com Sportradar após Lula proibir as bets no país
Após o governo Lula proibir as bets no país, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) rompeu um acordo com a Sportradar voltado ao combate à manipulação de resultados.
A entidade também articula uma ação na Justiça para tentar suspender os efeitos da medida provisória (MP) que encerrou a regulamentação do setor.
A ANJL notificou a Sportradar no sábado, segundo O Globo.
A empresa oferecia dois cursos para agentes e autoridades envolvidos no monitoramento e na prevenção de manipulações em partidas esportivas.
O acordo havia sido firmado em fevereiro, dentro de uma parceria anterior com o Ministério do Esporte, de setembro de 2025.
“As plataformas mantidas pela ANJL ofertavam módulos dedicados, entre outros temas, aos riscos das apostas, ao monitoramento e à detecção, às regras e regulamentos e aos canais de denúncia”, afirmou o presidente da associação, Plínio Lemos Jorge.
Segundo ele, o rompimento é uma das “das muitas consequências da Medida Provisória”.
Lemos Jorge também disse que a proibição pode levar apostadores para plataformas clandestinas, que não adotam mecanismos de combate à manipulação.
“Nenhuma plataforma ilegal está preocupada com casos de manipulação de resultados. Elas desejam tão somente tirar o dinheiro do apostador. Essa preocupação, por outro lado, era e é permanente nas empresas legalizadas. Trata-se de um efeito nefasto de um ato repentino e inconsequente do Executivo.”
Ofensiva no STF
A ANJL está entre as entidades que articulam uma reação judicial para restabelecer a regulamentação.
O setor de apostas prepara uma ação conjunta no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a MP assinada por Lula (PT). A expectativa é apresentar o primeiro recurso até terça-feira, com pedido para suspender a medida e retomar as operações.
Em reunião com cerca de 180 representantes de empresas e associações, realizada na sexta-feira, 25, ficou acertado que as bets atuarão em conjunto, em vez de apresentar uma série de ações individuais.
A estratégia jurídica deve questionar a constitucionalidade da MP e os dados usados pelo governo para justificá-la.
O setor também pretende alegar insegurança jurídica e argumentar que a decisão do STF de 2020 sobre loterias permitiria a manutenção de operações autorizadas pelos estados.
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