Alcolumbre deve segurar CPI do Master e priorizar veto da dosimetria
Leitura do requerimento pode ficar fora da pauta em acordo com a oposição, segundo a Folha
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), deve deixar fora da pauta a leitura do requerimento que permitiria a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o banco Master. Sem esse passo formal, a comissão não sai do papel.
A sessão conjunta desta quinta-feira, 30, é a primeira desde que o pedido foi protocolado. Ainda assim, a leitura não deve ocorrer. Segundo a Folha de S. Paulo, Alcolumbre acertou com a oposição um acordo para evitar contestação à decisão, esvaziando o risco de embate em plenário.
Em troca, o presidente do Congresso deve priorizar a análise do veto ao projeto da dosimetria, proposta que trata das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e que pode alcançar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A tendência entre parlamentares é de derrubada do veto.
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A negociação, ainda de acordo com a Folha, envolveu o relator da proposta, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), e lideranças da oposição. O movimento buscou blindar a votação da dosimetria de temas capazes de travar a sessão, como a pressão pela CPI do Master.
Nos bastidores, a avaliação é de que a comissão pode ampliar o desgaste político. O caso envolve o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, que manteve interlocução com diferentes setores da classe política.
O governo do presidente Lula também não deve atuar para destravar a CPI. A leitura é de que o tema mantém o debate sobre corrupção em evidência e pode ofuscar pautas consideradas prioritárias, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e mudanças na jornada de trabalho.
O requerimento da CPI mista foi apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e reuniu 281 assinaturas. A proposta prevê apurar possíveis relações entre integrantes do Judiciário e o banco. O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) tenta abrir uma CPI na Câmara com foco em operações do banco com o BRB. Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) recorreu ao Supremo Tribunal Federal para obrigar a leitura de pedido semelhante no Senado, ainda sem decisão.
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