“Ações midiáticas e desproporcionais não ajudarão a solucionar a crise”
Para Janaina Paschoal, "o Supremo Tribunal Federal, como colegiado, precisa ter a grandeza de baixar a temperatura no país"
Vereadora por São Paulo, Janaina Paschoal (PP, foto) afirmou na segunda-feira, 4, que ações “desnecessárias, midiáticas e desproporcionais” não ajudarão a solucionar a crise internacional pela qual passa o país.
Ao comentar a ordem de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, ela disse que o Supremo Tribunal Federal, como colegiado, precisa “ter a grandeza de baixar a temperatura no país” e “agir com distanciamento”.
“Respeitosamente, entendo que o Supremo Tribunal Federal, como colegiado, precisa ter a grandeza de baixar a temperatura no país. O Brasil corre risco de isolamento econômico e político, não sendo possível descartar sanções mais graves. Ações desnecessárias, midiáticas e desproporcionais não ajudarão a solucionar a crise internacional que vivenciamos. Se os políticos são personalistas, têm dificuldade para sair do palanque, cabe às instituições jurisdicionais agir com distanciamento. Há momentos em que a força se revela na moderação. Peço, encarecidamente, que o Supremo Tribunal Federal não escale a crise”, escreveu a jurista no X.
A prisão domiciliar de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) decretou na segunda, 4, a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro por descumprimento de medidas cautelares.
“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu Moraes na decisão.
Segundo o ministro, o ex-presidente usou as redes sociais – de seus aliados – para publicizar mensagens com o intuito de atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) e apoiar atos de “intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.
Para Moraes, o ex-presidente burlou medida cautelar ao atender ligações tanto do senador Flávio Bolsonaro quanto do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), realizadas durante as manifestações ocorridas no Rio de Janeiro e São Paulo.
“Agindo ilicitamente, o réu Jair Bolsonaro se dirigiu a manifestantes reunidos em Copacabana, no Rio de Janeiro, produzindo dolosa e conscientemente material pré-fabricado para seus partidários continuarem tentando coagir o Supremo Tribunal Federal, e obstruir a Justiça”, disse o magistrado.
“Não bastasse isso, as falas de Eduardo Nantes Bolsonaro direcionadas aos manifestantes, na data de ontem, também corroboram a atuação coordenada dos filhos de Jair Messias Bolsonaro a partir de mensagens de ataques ao Supremo Tribunal Federal com o evidente intuito de interferir no julgamento da AP 2.668”, acrescentou.
Leia mais: Moraes fala em “violação reiterada” de medidas judiciais ao decretar prisão de Bolsonaro
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Um_velho_na_janela
05.08.2025 09:18Como negar a veracidade das razões alegadas pelo Ministro para decretar a prisão domiciliar do réu, a solerte e contínua provocação para sofrer merecidas punições que devidamente deturpadas pela estrutura mediática cúmplice o transformem em vítima perseguida pela "ditadura comunista" O Brasil é o país do paradoxo, o defensores da Justiça estão acabando com ela!
Um_velho_na_janela
05.08.2025 09:18Como negar a veracidade das razões alegadas pelo Ministro para decretar a prisão domiciliar do réu, a solerte e contínua provocação para sofrer merecidas punições que devidamente deturpadas pela estrutura mediática cúmplice o transformem em vítima perseguida pela "ditadura comunista" O Brasil é o país do paradoxo, o defensores da Justiça estão acabando com ela!