A nova missão de Davi Alcolumbre
Oposição pretende protocolar pedido de CPMI do INSS nesta terça-feira, 6, mas o presidente do Congresso deve ler pedido apenas no final do mês após volta da China
A oposição ao governo Lula pretende protocolar nesta terça-feira, por volta das 14h30, o pedido de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do roubo dos aposentados, na esteira das investigações tanto da Polícia Federal (PF) quanto da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre os descontos ilegais de benefícios previdenciários.
O pedido de investigação foi subscrito por aproximadamente 185 deputados e 30 senadores. A tendência, no entanto, é que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), tome uma decisão sobre a abertura ou não da CPMI apenas na segunda quinzena de maio após voltar de uma viagem que ele fará para a China e a Rússia. Alcolumbre faz parte da comitiva do Palácio do Planalto que embarca nesta terça para os dois países.
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Ao contrário do que ocorre na Câmara, não há outra CPMI na fila. O que faz com que os deputados de oposição passarem a centrar forças exatamente em uma investigação envolvendo as duas casas legislativas. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou a líderes partidários na semana passada que a CPI do roubo das aposentadorias teria que esperar outras 11 investigações que sequer foram iniciadas.
A ideia dos parlamentares de oposição ao governo Lula é pressionar Alcolumbre a ler o pedido de instalação da CPI assim que voltar de viagem. O presidente do Congresso, no entanto, deu sinais de que é contra essa investigação. Há receios de que ela possa chegar a aliados do presidente Lula.
A oposição pretende focar, principalmente, no lobby das entidades investigadas pela Polícia Federal junto ao Poder Executivo. A esperança dos congressistas da oposição é achar indícios que liguem o escândalo ao presidente Lula.
O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), cujo vice-presidente é José Ferreira da Silva, o Frei Chico, foi um dos alvos da operação Sem Desconto deflagrada pela PF. Como surgiram outras notícias de favorecimento de sindicatos ao longo do governo Lula, os deputados de oposição acreditam que o Palácio do Planalto tenha alguma ligação com esse esquema. O Planalto, do outro lado, nega.
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