Pesquisas: anistia não. Prisão sim. E 2026 no radar
Juntos, antipetismo e a situação econômica do Brasil deverão ser fortes o suficiente para derrotar Lula em 2026
Não. O Brasil não quer a anistia para os condenados pelos atos de vandalismo ocorridos na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, nem para os líderes, mandantes e financiadores da trama golpista que, não, não se resumiu apenas à violência daquele dia.
Os números nos são mostrados nas duas últimas pesquisas de opinião publicadas sobre o assunto. Enquanto no levantamento da Genial-Quaest, 56% dos entrevistados não querem a anistia, no Datafolha, 52% querem cadeia para Jair Bolsonaro, apontado pela Polícia Federal e denunciado pela Procuradoria-Geral da República como um dos responsáveis.
Estes números são importantes para rechaçar uma das principais teses falaciosas dos bolsonaristas, a de que o povo brasileiro está ao lado do “mito” e dos vândalos de 8 de janeiro e quer anistia para todos. Definitivamente, não é verdade.
Anemia popular
Como observado e sabido, também nas ruas, haja vista as duas últimas manifestações bolsonaristas, no Rio de Janeiro e em São Paulo, com públicos bastante reduzidos, as alegações de Malafaia, Nikolas, governadores e do próprio Bolsonaro não se sustentam.
Neste sentido, é difícil acreditar que o Congresso Nacional irá de fato se mobilizar em uma cruzada que não encontra amparo político, legal e popular, muito menos aprisionar o país em uma discussão inútil que, seguramente, caso aprovada no parlamento, será rejeitada na Suprema Corte.
O bolsonarismo precisa de Bolsonaro, isso é fato. Mas a direita brasileira e, principalmente o antipetismo, não. Ao contrário. As mesmas pesquisas anteriores mostram que a rejeição do ex-presidente é enorme e comparável, inclusive, à de Lula. Ou seja, melhor seria a sua não participação direta nas eleições de 2026.
Cálculo eleitoral
Não foi à toa a participação dos governadores considerados pré-candidatos à Presidência da República no ano que vem, na manifestação de domingo, 6, na Avenida Paulista, em São Paulo. Dependentes dos votos bolsonaristas, lá estavam a beijar pés, mãos e botas sujas de golpismo e outras coisas mais.
Porém, há um limite tênue e perigoso em tamanha aproximação. Se “é a economia, estúpido” que decide uma eleição – e também é! -, a associação direta com Jair Bolsonaro pode trazer mais malefício eleitoral que o contrário. O terço “isentão” do eleitorado que se moveu em direção a Lula em 2022, está longe de amar o Jair..
A meu ver, o ideal à direita seria a união em torno de um único nome desde o primeiro turno, e quanto mais distante das pautas radicais bolsonaristas, melhor. Juntos, antipetismo e a situação econômica do Brasil deverão ser fortes o suficiente para derrotar Lula em 2026. Ninguém precisa de um Bolsonaro para atrapalhar.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (5)
Luis Eduardo Rezende Caracik
08.04.2025 16:34Com tudo o que se passa no mundo agora, melhor seria que o Brasil, o congresso e o presidente atual focar em resolver nossos problemas internos, como por exemplo resolver o nosso déficit orçamentário, reverter o crescimento da dívida pública e resolver nossos problemas de segurança interna. Nem Bolsonaro, nem Lula são soluções. São parte do problema.
Ita
08.04.2025 16:23Votei nele, fiquei aliviado quando não se elegeu e torço para que a liderança da direita afaste-se dele e de seu modo de proceder. Sou de direita.
Fabio B
08.04.2025 16:00Teria chance de passar essa anistia, se estivesse bem claro que seria exclusivo para os doidinhos. Mas o Bolsonaro se mexe para algo sem visar algum ganho pessoal direto?
FRANCISCO
08.04.2025 15:41Votei no cara, mas não esqueço o deboche dele com os doentes durante a pandemia. Bolsonaro se asile, para não ser preso, isso vai ser bom para o Brasil. Não fique aqui para atrapalhar a eleição, preso ou solto.
FRANCISCO
08.04.2025 15:35Também acho, ninguém precisa do Bolsonaro. Ele faria um grande bem ao Brasil se fugisse o quanto antes para os Estados Unidos