Lula, Brics e seus peões sacrificáveis
Enquanto houver conflitos no mundo, Lula e seus pares os utilizarão como palcos e palanques perfeitos para seus perdigotos ideológicos
O presidente Lula voltou a fazer uma das coisas de que mais gosta: posar de juiz moral do mundo, e sem qualquer constrangimento com os fatos e a própria, vá lá, biografia. Mas exigir deste senhor algum critério ético e obediência factual é como pedir a um pinto que não espalhe o lixo.
Durante a cúpula dos BRICS, neste fim de semana no Rio, o chefão petista afirmou que “A solução para a guerra é o fim da ocupação israelense”, classificando as ações de Israel em Gaza como genocídio e cobrando, com aquele tom messiânico habitual, que a comunidade internacional aja.
Nada surpreendente. Para Lula, Israel é o eterno vilão colonialista, enquanto o Hamas, quando muito, um exagero revolucionário. Claro, fez questão de soltar um “Nada justifica o terrorismo”, frase pronta que serve para limpar a retórica favorita, de que Israel é culpado pelo terror que sofreu.
O costumeiro duplo padrão moral
O problema, entendam, não está em criticar Israel. Mas em transformar uma crítica, que até poderia ser legítima, em pura propaganda política de ocasião, reduzindo um conflito de séculos a slogans que agradam plateias antiocidentais e alimentam seu personagem de líder do Sul Global.
Enquanto isso, ninguém o verá discutir, com a mesma paixão e absoluta falta de honestidade intelectual, a guerra na Ucrânia, onde a Rússia, sua parceira de ideologia, massacra civis há mais de três anos. Ou os direitos humanos no Irã, teocracia que enforca quem ousa questionar o Islã.
E tampouco o ouvirá condenar a ditadura na Venezuela, regime que insiste em defender. O pai do Ronaldinho dos Negócios não quer justiça universal. Quer palco. E Israel, nesse roteiro, cumpre bem a função de antagonista imperialista para seu discurso socialista globalizante aloprado.
Sócios em autocracias selvagens
O curioso – e sempre grotesco! – é que cada vez que fala em “genocídio”, ele banaliza o termo e fortalece exatamente quem o pratica como estratégia: grupos jihadistas que sequestram civis, utilizam crianças como escudo humano e celebram cada morte como combustível de uma guerra santa.
Mas Lula não está preocupado com os detalhes incômodos. Jamais esteve. Ele joga xadrez político, como sempre jogou, tratando o sofrimento alheio como peça em seu tabuleiro moralmente seletivo. Para a “alma mais honesta desse país”, judeus, ucranianos e iranianos são peões sacrificáveis.
Enquanto houver conflitos no mundo – e sempre haverá – como em Gaza, na Ucrânia, no Irã e na Venezuela, Lula e seus pares os utilizarão como palcos e palanques perfeitos para seus perdigotos ideológicos, cada vez mais descolados da vida contemporânea e da própria civilização ocidental.
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Comentários (1)
F-35- Hellfire
07.07.2025 18:59Sem noção do ridículo, o presidente do Brasil é o principal protagonista desse BRICS, falando bobagens e mentiras e atuando como bobo da côrte, ou palhaço principal do picadeiro montado num dos locais mais lindos do planeta, jogando tempo e dinheiro fora, literalmente na lata do lixo! Vergonha!