Energúmeno, Trump vai “tratorando” o planeta
Gostem ou não, esta administração é o “novo normal” que, como a covid, deixará sequelas amargas e duradouras
Tão logo ameaçados pelo tarifaço trumpista, Colômbia e México trataram de procurar o governo americano para costurar um acordo: no caso colombiano, houve a concordância no recebimento dos imigrantes ilegais deportados pelos Estados Unidos e, no caso mexicano, o envio de militares daquele país para a fronteira com os EUA, auxiliando o Tio Sam no combate à imigração ilegal.
Outros países também ameaçados, como o Canadá, incluído na “lista negra” das importações americanas sobretaxadas por Trump, adotaram a reciprocidade nos “maus tratos” e pagaram para ver. Há uma diferença brutal ao falar grosso com republiquetas latino-americanas e nações desenvolvidas. O Panamá e a Groenlândia, ameaçados de anexação, esperam para ver. China e Rússia, idem.
O Brasil segue em compasso de espera, mas intuo que Lula sonhe noite sim e outra também com um ato agressivo de Trump, pois seria a oportunidade de o chefão petista mobilizar a sociedade e sair das cordas da impopularidade. Já até vejo Gleisi Hoffmann e companhia lutando contra o “capitalismo selvagem dos imperialistas americanos”, nos moldes dos anos 1970 e 1980.
O novo normal
Caso ocorra o confronto, aposto que, primeiro, Lula esticará a corda para posar de líder da resistência tupiniquim. Aliás, será divertido assistir aos lulopetistas invocando patriotismo, ostentando a bandeira brasileira e outras demonstrações de amor à pátria e luta pela soberania nacional, ao melhor estilo bolsonarista. Faz tempo que não os ouço gritando: “Eles querem roubar a Amazônia”.
Trump é um energúmeno (indivíduo com comportamento descontrolado por excesso de paixão; desatinado) com a caneta mais poderosa do planeta nas mãos e – ao menos até agora – carta branca da maioria da sociedade americana e do congresso nacional para “tocar o terror” em quem estaria, segundo a visão do presidente eleito, explorando a boa fé e a boa vontade dos americanos.
Diante de tal situação, quem pode, pode, como o Canadá e outras nações desenvolvidas, e quem não pode – a maioria das demais nações do mundo -, ou faz um acordo vantajoso para os EUA ou paga o preço pelo enfrentamento. Gostem ou não, este é o “novo normal” após a eleição de Donald Trump. Intuo que, como a covid, esta administração deixará sequelas amargas e duradouras.
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