Dino avacalha ao sugerir conflito de interesse de Mendonça
Se há um ministro do STF que não tem qualquer moral para apontar conflito de interesse de colegas é o ex-governador do Maranhão
Se alguém tinha alguma dúvida de que Flávio Dino (à esquerda na foto) atua para tumultuar a possível investigação de Alexandre de Moraes pela relação com Daniel Vorcaro, ela deixa de existir nesta terça-feira, 15.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) com a “cabeça política” lançou sobre o colega André Mendonça (à direita na foto) suspeitas de conflito de interesse, por ter votado em processo que dizia respeito à Prefeitura de São Paulo, tendo em vista que seu irmão atua na Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo.
Mas o conflito de interesses é algo que notabiliza a curta carreira do próprio Dino no STF.
Ex-governador do Maranhão e ex-ministro da Justiça do atual governo Lula, ele é relator de casos no STF que atingem diretamente adversários políticos no estado que governou, e despachou diversas vezes em favor da gestão do petista, mesmo sem ter sido provocado.
Para deixar tudo ainda pior, o ministro reagiu a uma provocação do PCdoB, partido pelo qual governou o Maranhão, ao pedir investigação sobre o instituto Iter, do qual Mendonça de desligou semanas atrás, sugerindo ligação com o Banco Master.
Foi o PCdoB também que pediu ao ministro intervenção nos cemitérios de São Paulo, que Dino atendeu com o voluntarismo irresponsável que caracteriza sua atuação no STF.
Vandalismo judicial
O pedido de investigação feito por Dino não passa de mais um dos atos de vandalismo judicial executados por ele, Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes contra o próprio STF, cujas consequências são muito piores do que o quebra-quebra do 8 de janeiro de 2023.
Esse despacho se une em infâmia às acusações feitas por Moraes contra Mendonça, que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) resumiu na frase “Moraes acusa Mendonça de agir como Moraes”.
Dino e Moraes projetam no colega de STF seus próprios comportamentos condenáveis, numa tentativa de dragar para a lama o maior número de ministros possível e evitar a investigação do ex-relator do inquérito das fake news.
O desespero contido nesses despachos deixa claro que Moraes não tem defesa, e resta a seus aliados disseminar suspeitas e desinformação para confundir as coisas e tentar salvar quem não tem salvação.
Leia mais: Moraes prova que não tem defesa
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Avacalhação total!