BTG de André Esteves negocia entrada no controle da Cosan
André Esteves, do BTG, negocia participação estratégica na Cosan, conglomerado com ativos em energia, logística e biocombustíveis
O banqueiro André Esteves, sócio do BTG Pactual, está empenhado em adquirir uma fatia expressiva da Cosan, segundo informação divulgada pela coluna de Lauro Jardim, de O Globo.
Fundada em 1936, a Cosan se tornou um dos maiores conglomerados empresariais do país, com presença em setores-chave como açúcar, etanol, energia, gás natural, logística e lubrificantes.
Por meio de empresas como Raízen, Rumo, Compass e Moove, construiu um modelo de integração vertical que conecta produção, transporte, distribuição e comercialização, garantindo importância no mercado interno e projeção internacional.
Segundo detalhes do portal Valor Pipeline, a estrutura societária da companhia pode passar por uma mudança relevante.
As tratativas envolveriam negociações com Rubens Ometto, controlador do grupo, e também interlocuções com a família Feffer, controladora da Suzano, além de possíveis alianças com o fundo Perfin. Itaú BBA e J.P. Morgan participariam como assessores financeiros.
A movimentação ocorre em um momento estratégico. A Cosan e a Shell buscam novos investidores para a Raízen, sua joint venture no setor de biocombustíveis e energia.
O objetivo seria reforçar o caixa e reduzir a alavancagem, diante de um cenário de margens pressionadas e necessidade de investimento contínuo em renováveis e infraestrutura.
A entrada de Esteves no capital da Cosan poderia significar mais do que simples aporte de recursos. Com histórico de atuação ativa nas empresas em que investe, o banqueiro tende a buscar influência na gestão e nas decisões estratégicas.
Isso abre a possibilidade de mudanças na governança, aceleração de projetos e redefinição de prioridades no portfólio.
Ao mesmo tempo, a operação traria para a Cosan um investidor com forte capacidade de mobilizar capital e articular conexões no mercado financeiro.
Para Esteves, seria uma oportunidade de se posicionar em um conglomerado com ativos diversificados, exposto a setores essenciais e com potencial de expansão global.
As negociações ainda estariam em estágio inicial, mas o interesse do BTG e de parceiros na aquisição indica que a Cosan está no centro de uma disputa silenciosa por participação em um dos grupos mais estratégicos da economia brasileira.
Procurada pelo Valor Pipeline, a Cosan afirmou que não há qualquer decisão tomada sobre aumento de capital na companhia e os Feffer afirmaram que a informação não procede.
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