Brasil está ainda mais vulnerável a Trump
Trump aperta o cerco com tarifas, enquanto Lula enfrenta riscos no agronegócio e dependência da Rússia
Entraram em vigor nesta quarta-feira, dia 6, nos Estados Unidos, as tarifas de 50% sobre exportações brasileiras, anunciadas por Donald Trump.
Cerca de 35,9% do total exportado ao mercado americano será afetado, segundo dados do vice-presidente Geraldo Alckmin, já que quase 700 produtos como aeronaves, minério, suco de laranja e alguns fertilizantes foram excluídos das taxas.
Setores de carne bovina, café, açúcar, frutas e pescados continuam sob cobrança integral, gerando preocupações em centros agroindustriais de todo o país.
Analistas ouvidos pela Reuters estimam impacto econômico moderado para o país, com redução do PIB em apenas 0,15 ponto percentual, e crescimento mantido em torno de 2,3% para 2025, mas empresas ligadas aos setores que não foram excluídos sentirão o forte baque.
E o quadro para o nosso setor agro ainda pode piorar, como exemplos recentes demonstram. Trump ameaçou aumentar “substancialmente” as tarifas de 25% à Índia por comprarem petróleo russo.
Segundo a CNN, a Índia importa cerca de 80% do seu petróleo, 36% dele vem da Rússia, que o forneceria a preços bem inferiores ao do mercado oficial.
Pouco importa a Trump o fato de seu país “importar da Rússia hexafluoreto de urânio para sua indústria nuclear, paládio para sua indústria de veículos elétricos, fertilizantes e produtos químicos“, como lembrou o Ministério das Relações Exteriores indiano em declaração dessa semana.
É aí que se manifesta a vulnerabilidade brasileira: adivinhe quem é um dos nossos maiores fornecedores de fertilizantes agrícolas, essencial para culturas como milho, soja e algodão? A Rússia.
Se a dispensarmos, “alternativas incluem negociações com países da Comunidade Árabe, da União Europeia e os próprios Estados Unidos” explica Adenauer Rockenmeyer, delegado do Corecon de São Paulo.
Entre janeiro a junho deste ano, também segundo a CNN, quem forneceu 61% do óleo diesel que importamos foi a mesma Rússia, mostrando outro ponto que afetaria, desta vez, todas as regiões e segmentos do país – basta lembrar nossa matriz rodoviária.
“A substituição, no entanto, provavelmente resultaria em aumento de preços”, também alerta Rockenmeyer.
Enquanto isso, o presidente Lula evita dialogar diretamente com o presidente dos Estados Unidos em busca de um entendimento e segue dando declarações contra o americano e o dólar. Em paralelo, como nosso Lulômetro aponta, sua popularidade parou de subir.
Manter essa tática vai funcionar para alguém?
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Comentários (4)
Otreblig50
06.08.2025 23:25Ô amigo aí de cima da aeronáutica, esqueceu que o teu bozo_naro foi lá na Rússia se agachar de 4 pro Pu_tão prá mendigar fertilizante pro agro que elegeu ele ??? Até jantou com o FDP !!! Esqueceu ou não quer reconhecer que os dois SÃO IGUAIS !!
F-35- Hellfire
06.08.2025 21:04Lula só corteja a amizade das nações não democráticas, como Cuba, Irã, Russia, China, Venezuela e outras ditaduras. Gosta das ditaduras porque as nações democráticas o desprezam. E nós brasileiros é que temos que sofrer com essa postura de perdedor? Bom seria se desde o começo, já no seu 1º mandato, Lula tivesse se cercado de cérebros inteligentes e evoluídos e não desses bajuladores submissos como Celso Amorim, Mauro Vieira e Gleisi Hoffmann
NIEMEYER FRANCO
06.08.2025 13:16o antagonista preocupado com a popularidade de Lula, se subiu, desceu, estacionou. Vai torcendo aí pela impopularidade de Lula, mas não torça contra o Brasil. A não ser que vocês pensam em se transferir para os EUA e fazer companhia a Figueiredo, Eduardo e outros.
NIEMEYER FRANCO
06.08.2025 12:59"Enquanto isso o presidente Lula evita dialogar diretamente com o presidente dos Estados Unidos..." Muita calma nessa hora. Lula espera o momento certo para tal, ou alguém duvida que Trump poderá querer humilhar o presidente do Brasil, assim como fez com o ucraniano? Imagino isso acontecesse e qual seria a manchete aqui, dia seguinte.