Agora, Maduro quer paz
Pressionado por forças militares americanas na costa da Venezuela, o mesmo Maduro que queria invadir a Guiana agora quer a paz
Depois que os Estados Unidos deslocaram 3 navios de guerra, um submarino e mais um esquadrão anfíbio com cerca de 4 mil fuzileiros navais, o ditador venezuelano Nicolas Maduro declarou que quer paz.
“Não nos metemos com ninguém. Não queremos conflitos com ninguém. Só queremos que respeitem o direito internacional, que respeitem soberania do nosso país, que respeitem a paz”, declarou o tirano enquanto discursava diante de uma de suas milícias.
Em sua fala, não mencionou a intenção de invadir e anexar a maior parte do território do país ao lado, a Guiana, que, desde que achou grandes reservas de petróleo, passou a ser cobiçado pelo vizinho, já sendo considerada como anexada nos mapas bolivarianos.
Maduro convocou, entretanto, todos os milicianos e reservistas do país a participarem de um grande evento de alistamento, como parte de um plano nacional, nesse próximo fim de semana.
Além da força militar deslocada para as proximidades da Venezuela, o governo dos Estados Unidos também aumentou recentemente o valor do prêmio para quem desse informações que levasse a prisão do ditador. Agora o valor é de 50 milhões de dólares.
Em um país devastado por anos de hiperinflação, crise econômica e pobreza extrema e onde o salário mínimo mensal é inferior a 5 dólares, esse valor equivale a mais de 10 milhões de salários mínimos, suficiente para sustentar uma família por gerações.
Com esses 50 milhões de dólares, um venezuelano poderia comprar mais de 1,6 milhão de cestas básicas, que custam cerca de 30 dólares cada.
Mas para o ditador isso não é tanto dinheiro.
O Departamento de Estado dos EUA alega que Maduro e seus aliados lavaram cerca de 2 bilhões de dólares da PDVSA, a petroleira nacional, por meio de bancos europeus.
A investigação aponta gastos pessoais como 50 mil dólares em relógios de luxo como parte de um esquema maior que sugere enriquecimento ilícito.
A última coisa que Maduro parece querer agora é irritar mais os Estados Unidos, embora siga posando internamente como forte defensor da pátria.
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Comentários (2)
Marian
23.08.2025 14:52É o retrato desconsolado de um país vítima de uma ditadura . Engana-se quem acredita que os ventos vindos de longe, sopram desenvolvimento e a construção de uma nova era mundial . Conhece algum exemplo ? Pois é , não são ventos e sim verdadeiras tempestades, que se prestam para varrer as riquezas de um país e consolidar tiranos no poder.
Fabio B
22.08.2025 16:35É o típico populista que adora distribuir bravata, mas na hora do vamo ver, afina.