MDB e PT podem encontrar “caminhos comuns”, diz Baleia Rossi
Presidente do MDB cita crescimento econômico, geração de oportunidades e defende pacificação do país após encontro com Edinho
O presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), afirmou nesta quarta-feira, 4, que a sigla e o PT podem encontrar “caminhos comuns” em temas nacionais, apesar das diferenças entre os dois partidos.
A declaração foi feita após reunião com o presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva.
“Me reuni hoje com o presidente nacional do PT, o deputado federal eleito Edinho Silva. Guardadas diferenças entre nossos partidos, podemos encontrar caminhos comuns para os temas nacionais, como o crescimento econômico e a geração de mais oportunidades. O MDB é o partido do diálogo. O Brasil precisa de pacificação”, escreveu Baleia no X.
No primeiro turno das eleições de 2026, o Movimento Democrático Brasileiro não apoiou nenhum candidato a presidente. No segundo turno, porém, a maioria dos diretórios estaduais do partido apoiaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Lula (PT).
O MDB teve três ministros no governo Lula 3: Simone Tebet, no Planejamento e Orçamento; Renan Filho, na pasta dos Transportes; e Jader Filho, na pasta das Cidades.
Em 2027, o MDB terá 36 deputados federais (dois a menos que neste ano) e oito senadores (um a menos que neste ano).
Centrão pode integrar Lula 4
No último dia 27 de outubro, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu a participação de partidos do Centrão no quarto governo Lula, mas condicionou a presença das siglas a um apoio efetivo ao Planalto no Congresso.
Segundo ele, a nova composição não poderá repetir situações em que partidos ocupam ministérios e votam sistematicamente contra o governo, o que ocorreu no terceiro governo Lula.
“Segunda questão que eu ouvi e tenho profunda concordância, inclusive como ministro e como deputado: é aprimorar essa relação com o Congresso. Ontem teve uma reunião com os dois presidentes e o presidente Lula, deram os primeiros passos, mas eu penso que, a partir de agora, por tudo que aconteceu, a natureza da disputa e o que as ruas disseram e falaram, temos que ter uma relação diferente com o Congresso“, declarou Guimarães em entrevista a jornalistas.
“Fazer um governo de frente ampla, é o que eu defendo, olhando o que as ruas disseram e construindo fidelidade dos aliados para com o governo. O método que o governo vai utilizar é diferente do que foi no passado. Os partidos do Centrão vão participar do governo? Eu defendo que participem e dialoguemos para isso. Porém, tem que ser uma participação efetiva. Não é meia participação, não é meia governabilidade. Tem que ser governabilidade integral e total“.
Ele prosseguiu: “Partido que vai para o governo, em função dessa nova configuração política do Brasil tem que ter dedicação, assim como o PT, que é muito importante a gente construir. Não pode, por exemplo, o partido ter três ministérios e votar sempre contra o governo. Eu, se depender de mim, eu acho que isso está errado. Precisamos construir um governo com muitas alianças, mas com nitidez política, por conta do que aconteceu nas ruas”.
O MDB é uma das siglas do Centrão, grupo formado ainda por Republicanos, PP e PSD.
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Comentários (1)
Não me diga... Quantas surpresa!