Megaobra de R$ 1,33 bilhão espalha 731 mil painéis solares por 841 hectares no interior brasileiro para formar um complexo de sete usinas
A geração fotovoltaica reúne grandes áreas de módulos, infraestrutura de conexão e financiamento público e privado.
Uma área rural de Goiás recebeu centenas de milhares de módulos solares em uma estrutura de geração fotovoltaica. O Complexo Solar Barro Alto foi inaugurado em 19 de março de 2026 e reúne sete usinas já integradas ao sistema elétrico, com operação iniciada no mesmo mês.
Quantas usinas formam o Complexo Solar Barro Alto?
O Complexo Solar Barro Alto reúne sete usinas, identificadas como Barro Alto I a VII, no município de Vila Propício, em Goiás. A inauguração ocorreu em 19 de março de 2026, portanto o empreendimento não é uma obra futura.
Em abril de 2026, o Ministério de Minas e Energia informou que as duas últimas unidades do conjunto haviam iniciado a operação comercial em março. O complexo entrou em funcionamento por etapas, até completar as sete usinas.

Qual é a dimensão física da área solar?
A Sudeco informa uma área de 841 hectares e aproximadamente 731 mil painéis fotovoltaicos. A energia solar fotovoltaica converte a luz do sol em eletricidade por meio de módulos instalados em estruturas próprias.
A Gerdau, parceira do empreendimento, descreveu a área como cerca de 800 hectares. Como uma fonte usa valor aproximado e outra apresenta 841 hectares, a medida mais específica da Sudeco foi mantida no título.
Os números publicados descrevem a escala física do empreendimento:
O que significa a potência de 445 megawatts-pico?
A Sudeco informa potência instalada de 445 MWp, medida que expressa a potência de pico dos módulos sob condições padronizadas. O valor ajuda a dimensionar a capacidade fotovoltaica, mas não representa energia produzida de forma constante a cada hora.
A própria publicação da Sudeco registra que algumas estimativas chegam a 452 MWp, enquanto o Ministério de Minas e Energia lista 350 MW de capacidade instalada. Os resumos oficiais não explicam a diferença de base técnica, portanto os números não devem ser tratados como medidas idênticas.
Como o investimento foi dividido entre as fontes?
O investimento total informado é de R$ 1,33 bilhão. A Sudeco relata que R$ 707,4 milhões vieram do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste, o FDCO, equivalentes a 53% do valor do empreendimento.
O restante integra o financiamento do projeto em parceria com o Banco do Brasil e os empreendedores. O recurso do FDCO não deve ser confundido com o custo total, assim como a participação pública não representa a totalidade do investimento.
Os dados financeiros se referem ao conjunto das sete usinas:
Qual órgão conduziu o licenciamento ambiental?
O Ministério de Minas e Energia informa que o licenciamento ambiental do Complexo Solar Barro Alto foi conduzido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (SEMAD). A secretaria estadual foi responsável pela avaliação ambiental do empreendimento.
A publicação da Sudeco não discrimina o número e a validade de uma licença para cada uma das sete usinas. A informação sobre o órgão licenciador confirma a atribuição institucional, mas não substitui a consulta aos processos individuais.
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Por que o complexo não deve ser tratado como obra futura?
A inauguração ocorreu em março de 2026, e o Ministério de Minas e Energia informou que as duas últimas usinas iniciaram a operação comercial naquele mês. O conjunto passou, assim, da fase de construção para a operação das unidades.
O complexo também está ligado à rede elétrica por uma subestação coletora e uma linha de transmissão de 230 kV, com cerca de 13 quilômetros. A estrutura de conexão permite escoar a energia produzida para o sistema elétrico.
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