Freiras investem R$ 52 milhões em parque solar comunitário e prometem reduzir em 25% a conta de luz de famílias pobres
A iniciativa pretende beneficiar 350 famílias de baixa renda, reduzir em pelo menos 25% as despesas mensais com eletricidade e abrir oportunidades de trabalho no setor de energias renováveis.
Enquanto milhões de famílias enfrentam dificuldades para pagar as contas de energia, um grupo de freiras decidiu apostar em uma solução diferente: um parque solar comunitário.
As Irmãs da Sagrada Família estão construindo projetos de energia solar em Nova Orleans, nos Estados Unidos, com investimento de aproximadamente US$ 10 milhões (cerca de 9 milhões de euros).
A iniciativa pretende beneficiar 350 famílias de baixa renda, reduzir em pelo menos 25% as despesas mensais com eletricidade e abrir oportunidades de trabalho no setor de energias renováveis.
Por que as freiras decidiram investir em energia solar?
A iniciativa ganhou força depois da passagem do furacão Ida, em 2021. Na época, moradores do leste de Nova Orleans enfrentaram um apagão que durou dez dias, deixando idosos e pessoas dependentes de equipamentos médicos em situação de risco.
Diante desse cenário, as religiosas decidiram investir em estruturas capazes de fornecer eletricidade mesmo quando a rede convencional falhar. O projeto também busca proteger moradores que enfrentam dificuldades financeiras.

Como funciona o primeiro projeto do parque solar comunitário?
Uma das iniciativas transformou o centro cívico das religiosas em um chamado Farol Comunitário, uma estrutura preparada para funcionar de maneira independente da rede elétrica.
O sistema reúne recursos importantes para garantir energia em situações de emergência:
- 86 painéis solares instalados na propriedade;
- Produção estimada de 66 mil kWh de eletricidade por ano;
- Baterias de armazenamento para fornecer energia durante apagões;
- Abastecimento de equipamentos médicos e instalações comunitárias.
A estrutura também ajuda a manter uma residência de idosos, refeitórios sociais e aparelhos de oxigênio em funcionamento.
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In Sylvania, Ohio, a solar array is helping turn energy savings into community service. The Sisters of St. Francis are channeling long-term savings from their 475-kW solar installation — featuring solar modules donated by First Solar — directly into the ministries that define their mission: supporting domestic violence survivors, nursing care, counseling for children, a community garden, and beekeeping. Every kilowatt-hour produced is an investment in a neighbor. See how First Solar’s innovative solar technology is helping power a mission of service. 📽️ #AmericasSolarCompany #SolarEnergy #CommunityImpact
— First Solar (@FirstSolar) September 1, 2026
Como 350 famílias poderão pagar menos pela eletricidade?
O segundo empreendimento será instalado em um terreno de aproximadamente 89 mil metros quadrados, na região de Dwyer Road. A área equivale a cerca de 12 campos de futebol e receberá painéis solares para abastecer consumidores da comunidade.
O modelo funciona por meio de assinaturas de energia solar compartilhada. Os moradores não precisam comprar equipamentos ou instalar placas nos próprios telhados. Entre as principais vantagens estão:
Como 350 famílias poderão pagar menos pela eletricidade?
O projeto oferece acesso à energia renovável sem exigir a instalação de painéis solares nas residências.
Redução de pelo menos 25% no valor das contas de energia.
Inquilinos também podem participar do programa de energia compartilhada.
As famílias não precisam investir na aquisição ou instalação de equipamentos.
A economia pode representar centenas de dólares ao longo do ano.
Quem também será beneficiado com a construção do parque solar comunitário?
Além da redução das despesas domésticas, o empreendimento pretende ampliar o acesso de moradores a empregos no setor de energia renovável.
Para isso, a organização Together New Orleans estabeleceu uma parceria com a Louisiana Green Corps e a Irmandade Internacional dos Trabalhadores Elétricos. O programa oferece capacitação profissional e experiência prática para trabalhadores locais.
Como o projeto pretende transformar a comunidade?
A iniciativa também enfrenta a desigualdade de oportunidades no mercado de energia solar. Segundo Ryan Mattingly, diretor executivo da Louisiana Green Corps, o setor emprega atualmente seis vezes mais pessoas brancas do que pessoas negras na Louisiana.
Os jovens envolvidos na instalação recebem formação, remuneração durante o treinamento e certificação profissional, sem acumular dívidas.
Dessa maneira, o empreendimento das religiosas pretende deixar um legado que vai além da eletricidade mais barata, combinando economia, segurança energética e inclusão profissional.
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