A maior costela quebrada do maior T. rex já encontrado guardou uma rede de vasos sanguíneos formada enquanto o osso ainda cicatrizava, 66 milhões de anos atrás
O animal morreu antes da fratura cicatrizar por completo, e um pântano salgado retardou a decomposição o bastante para preservar o tecido

O que você vai ver
- Quem é Scotty e onde o fóssil foi encontrado.
- Como os vasos sanguíneos foram descobertos pela primeira vez.
- O que aconteceu com a costela fraturada do animal.
- Por que um pântano salgado ajudou a preservar o tecido.
- Que instrumentos de nêutrons confirmaram o achado agora.
Uma costela fraturada do maior esqueleto de Tyrannosaurus rex já encontrado guardou, por 66 milhões de anos, uma rede de vasos sanguíneos formada enquanto o osso ainda cicatrizava.
Quem é Scotty?
Scotty é o maior esqueleto de T. rex já descoberto, encontrado no vale do Rio Frenchman, em Saskatchewan, no Canadá, um dos sítios mais ricos da América do Norte em fósseis de dinossauros, hoje sob guarda do Royal Saskatchewan Museum.
🦖 66 million years ago, a T. rex named Scotty broke a rib. He survived long enough for it to start healing and incredibly, the network of blood vessels that formed around the injury is still preserved in the fossil today. https://t.co/BLcA2r8Mgi
— Earth (@earthcurated) September 4, 2026
Como os vasos foram detectados?
Em 2020, o então graduando Jerit Mitchell, hoje doutorando em física na Universidade de Regina, detectou indícios de vasos sanguíneos numa costela de Scotty usando microtomografia computadorizada (micro-CT) no Canadian Light Source.
O que aconteceu com a costela?
A costela havia se fraturado ainda em vida; sangue rico em ferro chegou até a região lesionada e novos vasos sanguíneos se formaram como parte do processo de cicatrização, que ficou incompleto porque o animal morreu antes de o osso terminar de se recuperar.
Por que o pântano salgado importa?
Scotty acabou em um pântano salgado após a morte, ambiente cujas condições retardaram a decomposição o suficiente para que a delicada rede de vasos sobrevivesse até ser fossilizada.
You may have noticed that the T. rex in #JurassicWorldRebirth has two pointy crests over its eyes unlike past on-screen T. rex. These aren’t creative liberties – they’re actual structures known as lacrimal horns found on tyrannosaurs, supported by the lacrimal cornual process. https://t.co/GwHwOJ2tof
— Luigi | Commissions Open (@Antrodemus) July 7, 2025
O que os nêutrons confirmaram?
Em abril de 2026, a equipe liderada por Mauricio Barbi, da Universidade de Regina, usou os instrumentos MARS e VENUS do Oak Ridge National Laboratory (ORNL) para produzir imagens por nêutrons da costela sem danificar o fóssil, confirmando as observações feitas anteriormente com radiação síncrotron.
Processos biológicos que deixaram marcas preservadas por dezenas de milhões de anos também aparecem na reportagem sobre os crocodilos que sobreviveram ao asteroide que exterminou os dinossauros.
Mais detalhes sobre a pesquisa estão disponíveis na reportagem original do ScienceDaily.
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