“Vou seguir o que o presidente determinar”, diz Janones sobre futuro no Lula 4
Deputado diz preferir permanecer na Câmara para reforçar base governista, mas admite ministério ou liderança se Lula pedir
O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou nesta quinta-feira, 29, em entrevista a jornalistas, que seguirá a decisão do presidente Lula (PT) sobre qual função deverá exercer no quarto mandato do petista.
Questionado sobre eventual convite para um ministério, disse que prefere continuar na Câmara, onde acredita poder ajudar na articulação do governo, mas admitiu que pode aceitar um cargo no Executivo ou uma liderança se essa for a escolha do presidente.
As declarações foram feitas antes de almoçar com Lula no Palácio da Alvorada nesta quinta.
“Eu estou debaixo da liderança do presidente Lula. Então, eu não posso tomar nem a decisão de aceitar e nem a de não aceitar, sem falar com ele. Então, eu preciso ouvi-lo primeiro e a gente vai entender aonde que eu posso somar mais com o Lula 4″, pontuou.
“Por vontade própria, eu não entendo que um ministério é de onde eu posso ajudar mais o presidente Lula. Mas, como eu disse, eu estou debaixo da liderança dele, ele é mais sábio do que eu, eu não tenho a visão que ele tem. Eu acho que eu posso ajudar muito como deputado. Acho que o presidente vai precisar de muita força no Congresso, ele vai precisar de muita força pra aprovar projetos de interesse da população“, disse.
“A extrema-direita tem uma maioria na Câmara e eu acho que eu ali poderia dar um peso para tentar contrapor a isso. Eu realmente tenho dificuldade em falar de algum convite antes de ouvir o presidente, porque, como eu disse, ele é muito mais sábio que eu. Então, de repente, eu estou dizendo aqui que um ministério não é o melhor lugar onde eu posso ajudá-lo, mas ele pode me mostrar que é o melhor. Então eu vou seguir o que o presidente determinar. Se ele falar que é no ministério, se ele falar que é na Câmara, se ele falar que é na liderança, eu vou ouvi-lo“.
Janones coordenou na reta final da campanha eleitoral o canal de WhatsApp “Exército do Lula“, para mobilizar apoiadores do petista. O canal chegou a 10,5 milhões de seguidores e foi considerando pelos lulistas como muito importante para o presidente conquistar a reeleição.
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