Lula e Alcolumbre fecham acordo para indicação de Pacheco ao STF
No Senado, ministro do TCU é chamado de "Pacheco, o breve"; em troca da indicação, Alcolumbre vai avançar com PEC da Segurança
O presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fecharam um acordo para a indicação do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme apurou O Antagonista.
O acordo foi selado na segunda-feira, 26, no encontro que Alcolumbre teve com Lula no Palácio da Alvorada. Em troca da indicação, o presidente da Casa trabalhará pela aprovação da chamada PEC da Segurança Pública e de outras pautas governistas no Senado nessa reta final do ano legislativo.
Lula prometeu ainda trabalhar pela indicação de Alcolumbre ao TCU se ele não for reeleito presidente do Senado em fevereiro do próximo ano.
“Pacheco, o breve”
Nos corredores do Senado, o ex-presidente do Senado e atual ministro do TCU vem sendo chamado de “Pacheco, o breve“, por causa do curto período que terá permanecido na Corte de Contas se for aprovado para o STF.
Pacheco tomou posse em 30 de setembro como ministro do Tribunal de Contas da União.
Em publicação no Instagram, a Corte de Contas deu as boas-vindas ao novo ministro naquela data. Ele passou a ocupar a vaga deixada por Bruno Dantas.
A Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram a indicação de Pacheco no início de setembro. O padrinho político da indicação foi Alcolumbre.
O projeto de decreto legislativo foi assinado pelo presidente do Senado e por 19 senadores, incluindo a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).
Pacheco foi senador por Minas Gerais desde 1º de fevereiro de 2019. Foi presidente do Senado de 2021 a 2025. De 2015 a 2019, atuou como deputado federal por MG. Advogado, se filiou ao PSB neste ano. Antes, passou pelo MDB, o antigo Democratas e o PSD.
Alcolumbre defendia que Lula indicasse Pacheco para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, na vaga aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, mas o petista indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias. A indicação acabou sendo rejeitada pelo Senado em abril.
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