Kassab deseja “bom governo” a Lula e defende equilíbrio fiscal
Presidente do PSD diz que legenda apoiará medidas contra desigualdades e por emprego, investimentos, ciência, saúde e educação
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, desejou um “bom governo” ao presidente reeleito Lula (PT) e ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e afirmou que o partido apoiará iniciativas voltadas à redução das desigualdades sociais, à geração de empregos e à atração de investimentos, além de medidas nas áreas de ciência, saúde e educação.
O PSD teve um candidato próprio à Presidência da República no primeiro turno: o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, que acabou derrotado. No segundo turno, adotou a neutralidade.
Kassab se manifestou sobre a vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) por meio de nota.
“O PSD cumprimenta o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e deseja um bom governo a toda sua equipe”, inicia.
“O partido reafirma seu compromisso com nossa democracia e vai procurar corresponder às expectativas dos eleitores brasileiros: apoiar as iniciativas que busquem corrigir as desigualdades sociais, promover o equilíbrio fiscal e que tragam confiança àqueles que querem investir no Brasil, gerando empregos e riqueza para o país, para termos uma economia estável”.
Ele prossegue: “As medidas que entendam a necessidade de priorizar investimentos em pesquisas, ciência e inovação; que fortaleçam o SUS, melhorando sua gestão e trazendo mais recursos; que promovam a Educação e formação dos nossos jovens para o futuro”.
Kassab afirma ainda ter certeza de que os parlamentares e governadores eleitos do PSD “seguirão defendendo os bons projetos e manterão a relação republicana com o Governo Federal, em defesa do objetivo comum a todos nós, que é o desenvolvimento do Brasil e o bem-estar da nossa população”.
Lula recebeu 51,79% dos votos válidos no segundo turno (64.256.232), contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (59.826.041).
A disputa foi marcada por forte polarização e terminou sob tensão após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) alterar o horário de votação no dia do pleito.
A vitória do petista representa uma virada em relação ao primeiro turno. Em 4 de outubro, Flávio terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual.
Lula chega, assim, ao quarto mandato presidencial. Ele foi eleito pela primeira vez em 2002, reelegeu-se em 2006, voltou ao Planalto em 2023 e, agora, conquista mais quatro anos no cargo.
A campanha do segundo turno foi marcada menos pela apresentação de programas de governo e mais pela tentativa dos dois lados de elevar a rejeição ao adversário. Lula e Flávio trocaram acusações sobre corrupção, segurança pública, economia e suas respectivas trajetórias políticas.
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