Depois de décadas vendendo calçados, rede entra em colapso e mais de mil trabalhadores encaram o fim da operação

15.08.2026

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Depois de décadas vendendo calçados, rede entra em colapso e mais de mil trabalhadores encaram o fim da operação

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Redação O Antagonista
6 minutos de leitura 11.08.2026 18:03 comentários
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Depois de décadas vendendo calçados, rede entra em colapso e mais de mil trabalhadores encaram o fim da operação

Custos maiores, mudanças no consumo e uma venda frustrada levaram uma tradicional cadeia britânica à segunda quebra em pouco mais de um ano.

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Uma rede entra em colapso pela segunda vez após enfrentar custos maiores, vendas pressionadas e dificuldade para encontrar comprador. A Brantano operava 73 lojas e 64 concessões no Reino Unido, empregava mais de mil pessoas e encerrou todas as unidades poucos meses depois.

Qual rede de calçados entrou novamente em colapso?

A empresa era a Brantano Retail Limited, conhecida no Reino Unido pela venda de calçados de diferentes marcas e faixas de preço. A rede entrou em administração em 22 de março de 2017, pouco mais de um ano após ter passado pelo mesmo procedimento.

Naquele momento, a Brantano possuía 73 lojas e 64 concessões espalhadas pelo Reino Unido. A operação britânica havia crescido desde o fim dos anos 1990 e mantinha presença em grandes pontos comerciais, especialmente fora dos centros urbanos.

Depois de décadas vendendo calçados, rede entra em colapso e mais de mil trabalhadores encaram o fim da operação
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Por que a rede entra em colapso novamente?

A Brantano enfrentava um mercado de calçados deprimido e competitivo, segundo os administradores da PwC. A queda da libra após o referendo sobre a União Europeia também elevou custos de importação, enquanto mudanças nos hábitos de consumo pressionavam varejistas tradicionais.

A controladora Alteri buscou vender a companhia antes da quebra. Houve interesse de potenciais compradores, mas nenhuma negociação resultou em uma venda capaz de manter a empresa funcionando, levando à segunda administração em pouco mais de um ano.

Os principais fatores ajudam a entender a nova crise:

A libra mais fraca aumentou o custo de mercadorias importadas
O mercado britânico de calçados enfrentava forte competição
A mudança nos hábitos de compra pressionava o varejo físico
A tentativa de vender a empresa terminou sem acordo

Quantos trabalhadores ficaram ameaçados pelo fechamento?

A Brantano empregava 1.086 trabalhadores quando entrou em administração pela segunda vez. A PwC descreveu oficialmente o quadro como superior a mil funcionários e avisou desde o início que demissões seriam inevitáveis caso compradores não fossem encontrados.

Os empregados continuaram trabalhando e recebendo salários enquanto os administradores avaliavam a operação e possíveis interessados em partes do negócio. Conforme ficou evidente que toda a cadeia não seria preservada, os desligamentos avançaram junto com os fechamentos.

Qual era o tamanho da operação antes da despedida?

A rede somava 73 lojas e 64 concessões no Reino Unido em março de 2017. As concessões permitiam vender calçados dentro de outros estabelecimentos, enquanto as lojas próprias formavam a parte mais visível da operação física da companhia.

A página sobre calçados ajuda a contextualizar o segmento em que a rede atuava. A Brantano competia tanto com especialistas quanto com grandes varejistas de moda que ampliavam suas próprias linhas de sapatos e botas.

Os números resumem a estrutura existente quando a administração começou:

Dado Contexto Consequência
73 lojas Rede própria no Reino Unido
Pontos físicos operados diretamente pela Brantano
Todas acabaram fechadas
64 concessões Presença dentro de outros estabelecimentos
Complementavam a rede tradicional de lojas
Operação também foi encerrada
Mais de 1.000 empregados Força de trabalho em março de 2017
Funcionários permaneceram durante parte da administração
Demissões tornaram-se inevitáveis

Quando as lojas da Brantano fecharam definitivamente?

As lojas continuaram abertas inicialmente enquanto a PwC avaliava compradores e alternativas para partes do negócio. A própria PwC registra a administração da Brantano e informa que todas as filiais deixaram de operar no fim de maio de 2017.

O encerramento ocorreu cerca de dois meses após a segunda entrada em administração. Partes menores dos ativos encontraram interessados, mas isso não foi suficiente para preservar a rede nacional ou evitar a maior parte das perdas de empregos.

Leia também: Depois de fechar 343 das 587 lojas, desativar três centros de distribuição e acumular R$ 1,1 bilhão de passivo

O nome Brantano desapareceu junto com a antiga operação?

Não. O colapso de 2017 encerrou a antiga operação física britânica da Brantano Retail Limited, mas o nome comercial retornou posteriormente pela internet sob outra estrutura. Isso separa a despedida das lojas do desaparecimento definitivo da marca.

Para os trabalhadores da antiga companhia, porém, o impacto foi concreto. Uma rede com dezenas de lojas e concessões passou da tentativa de encontrar comprador ao fechamento completo em poucas semanas, encerrando uma presença física construída durante décadas no mercado britânico de calçados.

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