Ala do Novo quer barrar candidatura de Zema ao Planalto após críticas a Flávio
Movimento começou em diretórios do Sul, ganha apoio em outros estados e mira convenção partidária de julho
Diretórios estaduais do Novo articulam a destituição do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema da condição de pré-candidato do partido à Presidência da República. O movimento, iniciado no fim de semana por lideranças do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, começa a ganhar apoio em Goiás e Mato Grosso do Sul.
Nesta segunda-feira, 15, Zema foi desconvidado de um encontro promovido pelo diretório do Novo em Santa Catarina, marcado para julho. A decisão ocorreu após o ex-governador intensificar as críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato ao Palácio do Planalto.
O Novo mantém alianças eleitorais competitivas com o PL nos três estados do Sul. No Rio Grande do Sul, o deputado federal Marcel Van Hattem é apontado como favorito na disputa pelo Senado em uma composição com o deputado Ubiratan Sanderson (PL). Em Santa Catarina, o partido indicou o ex-prefeito de Joinville Adriano Silva para a vaga de vice na chapa do governador Jorginho Mello (PL). No Paraná, as duas siglas estão no mesmo palanque, com Sergio Moro na disputa pelo governo estadual e Deltan Dallagnol na corrida pelo Senado.
O fator Zema que pode prejudicar as candidaturas do Sul
Integrantes do Novo afirmam, reservadamente, temer que os ataques de Zema a Flávio Bolsonaro prejudiquem as alianças regionais e tenham reflexos nas disputas majoritárias e proporcionais. Apesar do incômodo, dirigentes de ambos os partidos descartam, por ora, um rompimento entre as siglas.
Para evitar um desgaste maior na relação com o PL e preservar os acordos estaduais, uma ala do Novo passou a defender a retirada de Zema da disputa presidencial.
A confirmação da candidatura do ex-governador dependerá de convenção partidária prevista para o fim de julho. O objetivo desse grupo é reunir votos suficientes para impedir que Zema seja homologado como candidato do partido.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro defendeu neste sábado, 13, o rompimento da aliança entre o PL e o Novo após novas críticas do ex-governador de Minas Gerais ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
A reação ocorreu depois de uma entrevista em que Zema comentou as revelações envolvendo Flávio e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O ex-governador afirmou ter ficado “indignado” com as informações divulgadas e disse que pessoas próximas a indivíduos envolvidos em irregularidades devem ser vistas com cautela.
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Comentários (3)
Annie
16.06.2026 10:50Como o bolsonarismo prejudica o país e nos tira a chance de nos livrarmos do Lula e PT
Maglu Oliveira
16.06.2026 09:11Os políticos da segunda leva do NOVO são como o cuco e o chupim. Apareceram devagarinho, invadiram um partido sólido, construído com muita seriedade e muito trabalho, expulsaram os fundadores e assenhoram-se do pedaço. Ainda bem que deixei esse ninho de escorpiões quando expulsaram o Amoedo. Ele e os companheiros de ideais trabalharam de graça pra entregar um partido promissor pros bandidos da política. NOVO mais VELHO que MDB e PSDB juntos.
Maglu Oliveira
16.06.2026 08:57Flavio ter amizade financeira com um criminoso, sendo ele mesmo de colarinho bastante manchado, pode. Mas Zema criticar esse candidato beira a pecado mortal. Ainda bem que deixei o Novo logo que Amoedo saiu, virou um apêndice do Bolsonaro. Logo logo entra em coma. Os dois.