O condomínio pode proibir pets? Decisão definitiva do STJ barra síndicos de vetarem animais em apartamentos
O que acontece se o síndico tentar barrar o seu bicho de estimação
As convenções de condomínio costumam trazer regras antigas que geram muitas brigas entre vizinhos e síndicos nas reuniões de prédio. A boa notícia para quem tem um bicho de estimação é que a justiça brasileira já colocou uma pedra sobre esse assunto, protegendo o direito de morar com o seu companheiro de quatro patas.
O que a justiça decidiu sobre a proibição de animais em prédios?
O Superior Tribunal de Justiça já bateu o martelo e pacificou o entendimento de que nenhum regulamento interno pode proibir a permanência de pets de um jeito geral. Isso significa que aquela velha cláusula do regimento que dita uma proibição total não tem valor nenhum perante a lei atual.
O morador tem o direito de propriedade garantido, e o condomínio não pode interferir no que acontece dentro de cada apartamento sem um motivo muito grave. A regra vale tanto para quem é dono do imóvel quanto para quem mora de aluguel e quer ter um gato ou cachorro.

Em quais situações o prédio tem o direito de reclamar do bicho?
Apesar de a liberação ser a regra geral, o tutor do animal não tem uma carta branca para fazer o que bem entender e incomodar a vizinhança. O direito do animal de morar ali cai por terra se ele causar problemas reais e comprovados para a comunidade do prédio.
A restrição só vai ser aceita legalmente caso o bicho específico traga problemas sérios que fujam do controle do dono no dia a dia.
Para o condomínio conseguir tomar alguma atitude drástica, o pet precisa afetar diretamente um destes três pilares básicos:
- A segurança dos moradores, como no caso de um cão agressivo que ataca pessoas nas áreas comuns do prédio.
- A higiene do local, se o dono deixar sujeira acumulada nos corredores ou exalar cheiro forte que incomode os outros.
- O sossego da vizinhança, motivado por latidos sem parar durante a madrugada inteira de forma frequente.
Como o morador deve agir se receber uma multa ou ameaça do síndico?
Se a administração do local tentar aplicar uma penalidade baseada apenas na presença do bicho, o cidadão não deve se desesperar ou aceitar a punição calado. O primeiro passo é tentar uma conversa amigável e apresentar as decisões recentes da justiça para a gestão do prédio.
Caso o síndico continue insistindo na cobrança ou na proibição sem sentido, o caminho é registrar uma contestação por escrito ou procurar o apoio de um advogado. Nenhuma norma interna fica acima das leis federais e das decisões dos tribunais superiores.

Quais são os deveres do dono para evitar brigas com a vizinhança?
Para manter a paz no ambiente e não dar motivos para reclamações, o tutor precisa adotar hábitos simples de convivência no espaço coletivo. Usar sempre a guia curta em elevadores e carregar o animal no colo nas áreas comuns ajuda a evitar o desconforto de quem tem medo.
Manter a carteira de vacinação do bicho atualizada e limpar imediatamente qualquer sujeira na calçada também são atitudes que blindam o morador de qualquer dor de cabeça. O bom senso de um lado e o respeito às regras de outro garantem uma rotina tranquila para todo mundo.
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