Fim da escala 6×1: vice-líder do União Brasil quer votação “o mais rápido possível”
O União Brasil é o partido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que rejeitou a ideia de acelerar a tramitação da PEC
O vice-líder do União Brasil no Senado, Jayme Campos (União-MT), disse na quinta-feira, 4, que defende a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz o limite máximo da jornada de trabalho semanal das atuais 44 horas para 40 horas e acaba com a escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso.
O parlamentar se manifestou por meio de vídeo publicado no X. Ele ainda expressou desejo de que o Senado vote a proposta “o mais rápido possível“. O União Brasil é o partido do presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Eu quero deixar bem clara a minha posição para os trabalhadores de Mato Grosso. Eu sou a favor e vou votar no Senado pelo fim da escala 6×1, que reduz a jornada de semana para 40 horas, exatamente como foi aprovado na Câmara. Eu defendo que o Senado vote o mais rápido possível essa proposta. Está dado o recado. O povo de Mato Grosso sabe que pode confiar”, disse Jayme Campos.
Na última terça-feira, 2, Alcolumbre afirmou que a PEC do fim da escala 6×1 passará pelas comissões da Casa Alta. O parlamentar rejeitou a ideia de acelerar a tramitação do texto aprovado pela Câmara dos Deputados, que é uma das prioridades do governo Lula (PT) no Congresso, e defendeu que o Senado tenha a possibilidade de modificar a proposta.
“Essa matéria tramitou na Câmara por quase cinco meses. A presidência do Senado vai fazer uma reunião na semana que vem e, na semana que vem, vai reunir os líderes partidários, os senadores e as senadoras, mas muito especialmente o senador Otto Alencar, que é o senador presidente da CCJ e que tem sobre essa comissão o dever de discutir essa PEC. Houve solicitações de diversos senadores em relação a outras propostas que estão tramitando sobre este assunto ou assunto correlato a este”, disse Alcolumbre.
“Houve também a solicitação de alguns senadores de criarmos uma comissão especial. Ou seja, tem solicitações de toda ordem. Inclusive, acompanhei na última semana algumas manifestações de senadores, que muitas das vezes não sabemos o nome, porque a imprensa divulga como interlocutores de alguém, e isso é uma coisa dramática para mim, e acho que para todo mundo deve ser, sobre a possibilidade de trazermos esta matéria diretamente ao plenário”.
Ele prosseguiu: “Eu quero dizer, como presidente do Senado, que esta proposta vai ter que tramitar nas comissões. Porque as cobranças de todos os senadores sobre a presidência é que todas as matérias possam passar no mínimo por uma comissão. Há a cobrança de todos os senadores que o Senado não seja uma Casa carimbadora de propostas votadas na Câmara. Não só sobre Medidas Provisórias, mas como projetos de lei e PECs”.
Dessa forma, pontuou o senador, “não é razoável que a Câmara passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para o povo brasileiro, para a nação, para os trabalhadores e empreendedores, e o Senado seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara“. “Esta é a minha percepção. Ela não é a favor nem é contra. Ela é a favor do debate, do diálogo, da construção, do entendimento”.
Alcolumbre falou também esperar que o Senado “possa ter o tempo razoável para se desobrigar de um debate com essa envergadura e magnitude”. “Para que, inclusive, os senadores possam ler o texto, interpretar o texto, ouvir os setores envolvidos, ouvir os trabalhadores, ouvir quem produz neste país, ouvir quem emprega, ouvir a classe operária”.
Ele ressaltou que espera que o Senado possa “promover um aperfeiçoamento nesse texto se couber“. “E eu tenho certeza absoluta que, assim como outros senadores pensam como eu penso, seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto com essa importância. Se os senadores pudessem debater um assunto dessa envergadura com calma, sem açodamento, sem pressa”.
Em suas palavras, “ninguém pode fazer com que o Senado não tenha o direito, como Casa revisora, no modelo bicameral, Câmara e Senado, de discutir, de opinar, de melhorar, de aperfeiçoar”.
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