Um e-mail para o número 2 da Amazon e tudo mudou
Alex Szapiro foi contratado para abrir a operação brasileira da empresa americana do zero após uma simples, mas audaciosa iniciativa.
Quantas vezes você teve uma ideia audaciosa e pensou: “não vou nem tentar, não vai dar em nada”?
Alex Szapiro (foto) fez o contrário. Convencido de que a Amazon precisava vir ao Brasil, ele decidiu enviar um e-mail para o segundo homem mais importante da companhia.
O resultado? Foi contratado para abrir a operação brasileira do zero.
A história, que parece roteiro de filme corporativo, é apenas um dos capítulos da trajetória de um dos executivos mais influentes do país.
Antes de liderar a operação da Amazon, Szapiro comandava a Apple no Brasil e já tinha ocupado posições de destaque em empresas relevantes de tecnologia até aquele momento, como Motorola e Submarino.
Hoje, como managing partner do SoftBank Latin America, o executivo gerencia um portfólio de 67 startups que receberam investimentos do fundo e avalia quais têm potencial para se tornarem os próximos grandes casos de sucesso da região.
Em entrevista ao programa Economia & Negócios, Alex dividiu suas visões sobre liderança, carreira, Inteligência Artificial, futuro do trabalho e empreendedorismo.
Por inteiro
Há poucos meses estive na sede do SoftBank em São Paulo para uma reunião com Szapiro. Ele me recebeu numa sala com uma longa mesa com tampo de madeira brilhante.
Conversávamos há mais de vinte minutos quando percebi que na frente dele, sobre a mesa, estava apenas uma garrafinha de água. Não havia celular.
Fiquei envergonhada, porque o meu aparelho estava ali, a dez centímetros de mim, ao lado da minha água com gás e dentro do nosso campo de visão. Com a tela virada para baixo, mas estava.
Fui discretamente empurrando o aparelho para o outro lado, mantendo o ritmo da conversa sem desviar o olhar, desejando que ele não percebesse (e que o telefone se desintegrasse).
Esse grande executivo, que já me inspirava por sua carreira brilhante, me chocou com o seu nível de presença. Estar por inteiro é a forma mais sofisticada de respeito.
Assista à íntegra da entrevista:
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