Crusoé: PEC da Segurança completa dois meses parada no Senado
Proposta era tratada pelo governo Lula como prioridade no início do ano legislativo
Apontada no início do ano legislativo pelo governo Lula (PT) como uma de suas prioridades neste semestre no Congresso, a chamada PEC da Segurança Pública completa, neste sábado, 9, dois meses parada no Senado Federal.
A Proposta de Emenda à Constituição foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 4 de março e chegou ao Senado no dia 10 daquele mês. Desde então, aguarda o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhá-la para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Em 2 de fevereiro, o primeiro-secretário da Mesa Diretora do Congresso, deputado Carlos Veras (PT-PE), fez a leitura, na cerimônia de abertura do ano legislativo de 2026, da mensagem do governo Lula (PT) ao Congresso Nacional. No documento, o Executivo defendeu a PEC da Segurança.
O texto dizia que 2025 “entrou para a história pela maior ofensiva contra o crime organizado de todos os tempos”. “E, pela primeira vez, o combate às facções criminosas chegou ao andar de cima. A Operação Carbono Oculto desmantelou um esquema bilionário que utilizava distribuidoras, refinarias, postos de gasolina e fintechs para lavagem de dinheiro do crime”.
Conforme a mensagem, os esforços contra o crime organizado “serão fortalecidos com propostas legislativas” do governo federal.
“A primeira delas é a PEC da Segurança Pública, que cria o ambiente adequado para maior cooperação da União com os Estados, hoje responsáveis pela gestão da segurança pública”, prosseguia o docuemento.
Agora, pouco mais de três meses depois, nem os senadores governistas parecem empolgados em avançar com a matéria…
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