Messias deixará a AGU?
Advogado-geral da União teve a indicação do STF rejeitada pelo Senado Federal
Depois de ter a indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Senado, Jorge Messias (foto) disse ao presidente Lula (PT) que irá deixar a Advocacia-Geral da União, segundo O Globo.
Citando fontes que acompanharam a conversa, o jornal noticiou que Messias afirmou ao presidente não ter condições de lidar com integrantes do Congresso e do STF “que trabalharam ativamente contra sua nomeação”.
Lula pediu ao advogado-geral da União que pensasse melhor sobre o pedido de demissão durante o feriado.
Ele, no entanto, segue firme com a decisão.
Leia em Crusoé: Rejeição histórica
Rejeição de Messias
Messias foi rejeitado por oito votos de diferença, com 42 contrários e 34 favoráveis à indicação.
Antes da votação no plenário, a indicação feita por Lula havia sido aprovada pela CCJ do Senado, por 16 votos a 11.
O placar no colegiado foi concluída após sabatina, em que Messias falou sobre diferentes temas.
Ele disse que o 8 de janeiro de 2023 “foi um dos episódios mais tristes da história recente“. Segundo o parlamentar ainda, os atos daquela data fizeram “muito mal ao país“.
O sabatinado se manifestou contra o aborto, a favor da liberdade de imprensa e até criticou abus do Poder Judiciário. Ao menos dois ministros do governo acompanharam a sabatina presencialmente: José Múcio, da Defesa, e Wellington Dias, do Desenvolvimento Social.
Articulações
Lula indicou Messias ao STF em novembro do ano passado, na vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, mas a mensagem presidencial com a indicação só chegou ao Senado em 1º de abril deste ano.
O governo federal demorou quatro meses para enviar a indicação ao Senado, após a publicação dela no Diário Oficial da União. O Executivo aproveitou o tempo para tentar uma maior aceitação do nome de Messias entre os senadores. Ainda assim, o indicado enfrentou bastante resistência.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), preferia que o petista tivesse indicado o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Como mostramos, nas conversas com senadores na manhã de quarta, Alcolumbre liberou seus aliados a votar contra a indicação de Jorge Messias.
O presidente do Senado se demonstrou extremamente incomodado com movimentos protagonizados por Messias e alguns de seus aliados, como o ministro do Supremo André Mendonça. O parlamentar se irritou com o vazamento da informação sobre o encontro secreto tido entre ele e Messias na residência do ministro Cristiano Zanin na semana passada. Para Alcolumbre, teria sido o próprio Messias o responsável pelo vazamento da informação.
Outro movimento que incomodou o parlamentar amapaense foi a pressão de pastores evangélicos aos demais senadores. Esse movimento entre os evangélicos é liberado por André Mendonça. Para Alcolumbre, o ministro do STF tentava emplacar o aliado como forma de vingança pelo tempo em que ele, Mendonça, precisou esperar para ser sabatinado.
Leia também: Planalto responsabiliza Alcolumbre e Moraes por rejeição de Messias
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Comentários (3)
Vai tirar umas férias da política de censura...
Isabela Corrêa
01.05.2026 08:14Que cara mentalmente fraco e nao confiante da sua competencia. So mostra que nao deveria estar no STF. Se tivesse passado na sabatina teria que lidar com os ministros que articularam contra.
Luís Silviano Marka
01.05.2026 07:57Perder uma boquinha dessas, de ministro intocável do STF, é exatamente o mesmo que acertar sozinho todos os números da Mega da Virada acumulada mas esquecer de ir à lotérica fazer o jogo.