Lula assina nomeação de Odair Cunha para o cargo de ministro do TCU
A Câmara dos Deputados elegeu em 14 de abril o deputado federal petista para ocupar o cargo de ministro na Corte de Contas
O presidente Lula (PT) assinou nesta terça-feira, 28, a nomeação do deputado federal Odair Cunha (PT-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), na vaga aberta com a aposentadoria compulsória de Aroldo Cedraz.
“Recebo essa missão com muita honra, responsabilidade e compromisso com o Brasil e a nossa Constituição. O ato [de assinatura da nomeação] contou com a presença do presidente do TCU, Vital do Rêgo, e do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, reforçando a importância institucional deste novo desafio”, disse Odair, em publicação no X.
A Câmara dos Deputados elegeu em 14 de abril o petista para ocupar o cargo de ministro do TCU. Ele recebeu 303 votos em votação secreta.
O segundo colocado foi Elmar Nascimento (União-BA), que somou 96 votos. Danilo Forte (PP-CE), indicado pela federação PSDB/Cidadania, obteve 27 votos. Hugo Leal (PSD-RJ) recebeu 20 votos, e Gilson Daniel (Podemos-ES), 6 votos.
Odair teve o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na disputa. Isso fez parte do acordo para que o Partido dos Trabalhadores apoiasse a eleição de Motta para a Presidência da Casa em 2025.
O PL orientou “voto útil contra o PT” no candidato do União Brasil após a retirada de candidatura própria, de Soraya Santos (PL-RJ). A deputada anunciou que abandonaria “em nome de um projeto maior” e porque queria “ver Flávio eleito nesse país”. Segundo ela, houve acordo para que as próximas vagas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e TCU sejam preenchidas por mulheres.
Após a Câmara eleger Odair Cunha para a Corte de Contas, o Senado aprovou a indicação da Casa Baixa. O TCU é responsável pela análise das contas do governo e tem em sua composição três ministros indicados pela Câmara, três pelo Senado e três pelo presidente da República.
Odair Cunha é deputado federal por Minas Gerais há seis mandatos, totalizando 23 anos no Parlamento.
Formou-se em direito em 1999 pela Faculdade de Direito de Varginha e trabalhou como procurador municipal e assessor jurídico de Câmaras Municipais em Minas Gerais. Foi secretário de Estado de Governo durante a gestão de Fernando Pimentel (PT).
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