CPI tenta reverter suspensão de sigilo de empresa ligada a Toffoli
Fachin rejeitou pedido da CPI do Crime Organizado para derrubar decisão de Gilmar que anulou a quebra de sigilo da Maridt
A CPI do Crime Organizado decidiu recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão do ministro Edson Fachin que manteve suspensa a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, ligada ao ministro Dias Toffoli.
A comissão pretende levar o caso ao plenário da Corte e alega prejuízo às investigações.
Em nota, a CPI afirmou que a decisão “limita o avanço das investigações e impacta diretamente o exercício das prerrogativas constitucionais das CPIs”, e informou que adotará “as medidas recursais cabíveis” para tentar reverter o entendimento.
Fachin rejeita pedido da CPI
Fachin rejeitou um pedido da comissão que buscava suspender uma decisão anterior do ministro Gilmar Mendes, responsável por anular a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações.
Ao analisar o caso, o presidente do STF não entrou no mérito e se limitou a questões processuais.
Segundo o ministro, a chamada suspensão de liminar não pode ser usada, em regra, para revisar decisões individuais dentro do próprio tribunal.
Ele afirmou que esse instrumento tem caráter excepcional e serve apenas para evitar riscos graves à ordem pública, à economia ou à segurança.
“O papel da Presidência do STF não é o de revisar ou hierarquicamente controlar decisões individuais, mas sim o de exercer uma função institucional específica: zelar pela intangibilidade, pela coerência e pela autoridade das decisões majoritárias do Tribunal”, afirmou Fachin.
Gilmar Mendes
Gilmar Mendes anulou a decisão da comissão que determinava a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Fundo Arleen, responsável por adquirir participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento ligado a Toffoli.
Em sua decisão, o decano do STF criticou a atuação da CPI.
Segundo ele, houve tentativa de contornar decisão judicial, com uso de expediente indireto para alcançar o mesmo objetivo investigativo.
O caso envolve a venda, em 2021, de participação no resort Tayayá ao Fundo Arleen, em operação estimada em cerca de R$ 20 milhões.
Relatórios do Coaf citados pela CPI apontaram movimentações consideradas atípicas envolvendo pessoas ligadas ao fundo, o que motivou os pedidos de quebra de sigilo.
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Comentários (2)
ROGERIO ADAM DE OLIVEIRA
29.03.2026 16:15Ocorre que o Fachin é um juiz sem personalidade propria, só faz o que os outros juizes determinam, ou pode ser da quadrilha tambem
Marcos
29.03.2026 15:57O PAPEL DA PRESIDÊNCIA TAMBÉM É ZELAR PELA PROTEÇÃO E PELO CORPORATIVISMO ENTRE SEUS INTEGRANTES.