Câmara aprova PEC da Segurança Pública em 2º turno; texto vai ao Senado

29.10.2026

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Guilherme Resck
4 minutos de leitura 04.03.2026 21:48 comentários
Brasil

Câmara aprova PEC da Segurança Pública em 2º turno; texto vai ao Senado

A Proposta de Emenda à Constituição foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pelo relator, deputado Mendonça Filho

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Guilherme Resck
4 minutos de leitura 04.03.2026 21:48 comentários 1
Câmara aprova PEC da Segurança Pública em 2º turno; texto vai ao Senado
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 4, em segundo turno de votação, a chamada PEC da Segurança Pública. Foram 461 votos a favor e 14 contrários. A Proposta de Emenda à Constituição foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pelo relator, deputado Mendonça Filho (União-PE). Ela seguirá agora para a análise do Senado.

Após pressão do governo e pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Mendonça Filho retirou do substitutivo a previsão de que, em 2028, seria realizado um referendo popular referente à redução da maioridade a 16 anos para criminosos envolvidos com crime organizado e crime violento.

Como na versão original da PEC, protocolada pelo governo Lula em abril do ano passado, o substitutivo constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), para que seja superada a fragmentação operacional que permite que o crime transite entre estados com mais facilidade do que o próprio Estado.

Mesmo assim, a versão do relator traz uma série de diferenças em relação à original.

“Entendemos que o texto enviado não enfrentou, de forma abrangente, as deficiências estruturais que hoje permitem a expansão do crime organizado. O projeto original manteve um enfoque excessivamente centralizador e tímido, sem fortalecer, plenamente, a capacidade executiva dos estados ou assegurar continuidade orçamentária e coordenação institucional no enfrentamento ao crime”, diz Mendonça Filho, em seu parecer sobre a PEC.

“Nosso substitutivo avança na direção inversa: aposta em descentralização com ordem, na organização federativa articulada e no fortalecimento da atuação junto à população, valorizando tanto a coordenação nacional quanto a autonomia dos entes que, efetivamente, executam a segurança pública”.

Ele prossegue: “A estratégia de apresentação não é apenas uma escolha didática, mas revela uma clara opção política por um modelo de Estado que chega com eficácia onde o crime tenta se apoderar da vida de nossos compatriotas”, acrescenta.

A PEC aprovada prevê que presos provisórios têm seus direitos políticos suspensos – ou seja, não podem votar nas eleições. Além disso, estabelece regra de transição para as Guardas Municipais tornarem-se polícias municipais; e mantém o nome da Polícia Rodoviária Federal (PRF), apesar de, como a versão do governo, ampliar a competência dela para atuar em ferrovias e hidrovias.

O relator também inclui uma disciplina constitucional mais rigorosa em relação ao tratamento de autores de crimes violentos contra mulheres, crianças e adolescentes, bem como de líderes de organizações criminosas caracterizadas por alta periculosidade e capacidade lesiva.

O texto estabelece a possibilidade de submissão desses agentes a regime especial constitucional, compatível com a gravidade concreta das condutas e com o risco sistêmico que essas pessoas representam para a sociedade.

A PEC também amplia o financiamento obrigatório ao prever a destinação gradual de parte das receitas atualmente destinadas ao Fundo Social e da arrecadação proveniente das bets. Esses recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e ao Fundo Penitenciário Nacional.

A proposta ainda diz que é de competência exclusiva do Congresso “sustar os atos normativos do Poder Executivo, do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites da delegação legislativa, em matéria de segurança pública, direito penal, direito processual penal e direito penitenciário”.

No primeiro turno de votação, ela recebeu 487 votos a favor e 15 contrários, e houve ainda uma abstenção.

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Guilherme Resck

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Comentários (1)

Angelo Sanchez

04.03.2026 22:51

Muitos países não tem idade mínima, os menores de 18 anos são julgados de acordo com seus crimes com sua mentalidade, psicopatas ou qualquer outras alterações psíquicas genéticas. Se os diagnósticos não forem confirmados, então, cadeia para os menores.


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