“EUA estão profundamente preocupados”, diz vice de Rubio sobre prisão de Bolsonaro
Christopher Landau chama Moraes de "violador dos direitos humanos sancionado", em referência às sanções com base na Lei Magnitsky
O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, disse neste sábado, 22, que o país norte-americano está “profundamente preocupado” com a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Landau se manifestou por meio de publicação no X.
Ele chama o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que decretou a prisão, de “violador dos direitos humanos sancionado”, em referência à aplicação de sanções contra o magistrado pelo governo Donald Trump com base na Lei Magnitsky.
“O ministro Moraes, um violador dos direitos humanos sancionado, trouxe descrédito e vergonha internacional ao Supremo Tribunal Federal do Brasil ao desrespeitar as normas tradicionais de contenção judicial e politizar descaradamente o processo judicial”, iniciou o vice-secretário.
“Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com seu mais recente ataque ao Estado de Direito e à estabilidade política no Brasil: a prisão provocativa e desnecessária do ex-presidente Bolsonaro, que já se encontrava em prisão domiciliar sob forte vigilância e com extrema restrição de comunicação. Não há nada mais perigoso para a democracia do que um juiz que não conhece limites para seu poder”, complementou.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse considerar “uma pena” a prisão preventiva de Bolsonaro.
O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, convocou uma sessão virtual extraordinária para que a decisão de Moraes que decretou a prisão seja submetida ao referendo.
A sessão será realizada das 8h às 20h na segunda-feira, 24, e os advogados e procuradores poderão apresentar sustentações orais até às 07h59 da data.
A prisão
O ex-presidente foi preso preventivamente neste sábado, 22. Ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, sob justificativa de garantia da ordem pública. O ministro atribuiu a decisão de prender preventivamente Bolsonaro à vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para este sábado. O magistrado também citou violação da tornozeleira eletrônica.
Após ser levado, Bolsonaro pediu a Moraes, por meio de seus advogados, autorização para ser visitado por sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e seus filhos na Superintendência da PF. Por enquanto, não há decisão.
Em vídeo publicado hoje no Instagram, Michelle disse que há uma “guerra espiritual” no Brasil e que estão tentando calar o ex-presidente, mas que ele “levantou um exército“. . A ex-primeira-dama não estava na residência no momento em que Bolsonaro foi preso, mas sim no Ceará.
“Chegamos aqui pra nossa reunião de liderança, fizemos uma reunião linda com as nossas líderes, mulheres de bem que vão transformar a nossa nação. E hoje cedo, recebi a ligação, seis horas da manhã, que a polícia estava em minha casa pra conduzir o meu marido, o nosso líder, a maior voz da direita no país, aquele homem que Deus levantou pra cuidar da nossa nação, estava sendo conduzido até a Polícia Federal”, pontua a ex-primeira-dama, no início da gravação.
“Nós estamos vivendo dias difíceis, mas nós estamos de pé, estamos resilientes, crendo em Deus que tudo vai se resolver, porque Deus não perdeu o controle de nada. O sol da justiça vai brilhar no Brasil. É assim que nós cremos. Nós estamos aqui por um milagre. Deus nos resgatou. Deus fez um milagre em 2018, quando aquela facada [contra Jair] era para morte, e o Senhor fez um milagre na vida dele. E nós cremos que nós estamos cumprindo uma missão”.
Michelle ressalta que não é um momento fácil. “Meu coração está com meu marido, com a minha filha, que sofre tanto por tanta injustiça. Eles quiseram calar voz do meu marido em 2018, estão tentando calar a voz dele agora, mas ele levantou um exército. Ele deu voz a um, um exército de pessoas de bem da nossa nação que se reergueram, que amam o Brasil, que entende que a nação tem promessas do Senhor e que elas vão se cumprir”, afirma.
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