“Mulheres trans são homens”, diz Richard Dawkins
Biólogo critica políticas de "diversidade" que sufocam a verdade científica e classifica o ativismo trans como “assombrosamente agressivo”
Em entrevista ao The Telegraph, o biólogo evolutivo britânico Richard Dawkins afirmou que universidades devem priorizar fatos biológicos diante de sentimentos e de políticas identitárias.
Ele é co-autor do novo livro “A Guerra Contra a Ciência”, que aborda este tema, entre outros. O biólogo já havia dito que protestos de trans lembram “machos marcando território”.
Quando a suprema corte britânica decidiu reconhecer o sexo biológico como único critério oficial de gênero, Dawkins comemorou como “vitória da ciência”.
Ele sustenta que “mulheres trans são mulheres” é “cientificamente falso” quando tomado à letra. Alega risco de violação de direitos de mulheres em esportes, vestiários e prisões, ao permitir acesso com base apenas na autodeclaração de gênero.
Dawkins afirma que “política e sentimentos pessoais não atingem verdades científicas”.
Ele atribui o cenário ao avanço do pós-modernismo, que, segundo descreve, alimenta “a mentira de que o sexo é um espectro”, ao sugerir que a percepção individual pode redefinir a realidade material.
O biólogo cita a anisogamia, a diferença de tamanho entre gametas femininos e masculinos.
Argumenta que esse critério define fêmeas e machos na biologia e permanece constante “em meio a um arco-íris de hábitos sexuais, práticas parentais e inversões de papéis”.
Ele relata pressões de funcionários juniores sobre editoras para censurar autores que rejeitam que homens possam se tornar mulheres biológicas.
Classifica o ativismo trans como “assombrosamente agressivo”.
Como exemplo, menciona fala de 2023 no London Pride, quando Sarah Jane Barker declarou: “Se você vir uma feminista radical “TERF”, dê um p… soco no rosto”. Ele cita ainda a saída de Kathleen Stock da Universidade de Sussex após protestos.
Dawkins critica a normalização de expressões como “o pênis dela” em notícias, que, segundo afirma, teriam se tornado corriqueiras. Acrescenta ver “sinais de declínio dessa moda no Reino Unido”.
O livro “A Guerra Contra a Ciência” foi editado pelo físico teórico canadense-americano Lawrence Krauss.
Na introdução, ele afirma que universidades e instituições científicas ocidentais já não garantem “a livre e aberta troca de ideias” nem pesquisa “sem ideologia”.
A psiquiatra americana Sally Satel, docente em Yale, sustenta que o crescimento de burocracias de “diversidade, equidade e inclusão” ameaça liberdade acadêmica, mérito e justiça.
Em suas palavras, essas estruturas “policiam comportamento e linguagem” sem responsabilização clara.
“A Guerra contra a Ciência” reúne ainda ensaios de Steven Pinker, Alice Sullivan e Alan Sokal.
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Comentários (3)
Sandra
30.09.2025 17:33Até que enfim, um pouco de sensatez nessa discussão!
FRANCISCO JUNIOR
29.09.2025 23:09Legal, vou ler. O Gene Egoísta, do mesmo Richard, é espetacular.
Fabio B
29.09.2025 13:03dizer o óbvio é ilegal