PDT deve entrar na disputa pela vaga de ministro do Turismo
Partido expressou a Lula desejo de ampliar a participação no governo; Celso Sabino deve deixar Turismo após ordem do União Brasil
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) deve entrar na disputa pelo cargo de ministro do Turismo, se for confirmada a saída de Celso Sabino do posto. Conforme apurou O Antagonista, em almoço com o presidente Lula (PT) no Palácio da Alvorada, na semana passada, a bancada da sigla no Congresso expressou desejo de ampliar a participação do partido no governo, mas não especificou um cargo.
O atual ministro é filiado ao União Brasil, e, na semana passada, a sigla aprovou uma resolução que dá prazo de 24 horas para seus filiados deixarem cargos no governo Lula, sob pena de prática de ato de infidelidade partidária. Dessa forma, Sabino deve deixar o cargo.
Dos atuais ministros, dois são filiados ao PDT: Waldez Góes, da Integração Nacional e do Desenvolvimento Regional, e Wolney Queiroz, da Previdência Social. Wolney substituiu no posto o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi; ele deixou a pasta em meio à repercussão do escândalo de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Após a exoneração de Lupi, a bancada do partido na Câmara decidiu até mesmo deixar a base do governo e passar a atuar como independente. Ao anunciar a decisão, o líder do PDT na Casa Baixa, Mário Heringer (MG), salientou que o problema de relacionamento da bancada com o governo “já vinha há muito tempo”. Os deputados pedetistas entendiam que o Executivo não estava dando “a reciprocidade e o respeito que o PDT julga merecer”.
A fritura pública de Carlos Lupi desencadeada pelo Palácio do Planalto após a revelação do escândalo foi “o pingo d’água que faltava” para a bancada decidir deixar a base.
Entretanto, os senadores do PDT decidiram permanecer, e deputados federais pedetistas discordaram do movimento de saída. Em maio, O Antagonista mostrou que, Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) e Duda Salabert (PDT-MG) defendiam que a bancada passasse a dar um “apoio crítico“ ao governo, o que, diziam os parlamentares, não significava ser independente.
Se o partido conseguir indicar o próximo ministro do Turismo, a relação com a gestão petista vai se intensificar.
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