EUA garantem socorro e mercado argentino voa
A economia argentina experimenta alívio com sinal dos Estados Unidos de apoio ao governo e reformas pró crescimento
O mercado financeiro argentino reagiu com euforia na manhã dessa segunda-feira (22) depois do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarar que os EUA estão dispostos a “fazer o que for necessário” para apoiar a Argentina sob o governo de Javier Milei.
A sinalização de respaldo externo funcionou como um ponto de virada: os títulos soberanos em dólares negociados sob lei de Nova York subiram entre 10% e 15%, enquanto ações de companhias argentinas cotadas em Wall Street dispararam em patamares equivalentes.
O anúncio de Bessent incluiu a possibilidade de utilização de instrumentos como linhas de swap cambial, compras de divisas e aquisição de títulos governamentais via o Fundo de Estabilização Cambiaria dos EUA.
A Argentina enfrenta pressão nos mercados: o risco-país, indicador que reflete o custo extra exigido pelos credores para assumir risco de inadimplência, havia ultrapassado 1.450 pontos básicos na última semana, mas recuou para cerca de 1.140 após as declarações.
Outra medida fiscal de impacto que ajudou a reforçar a percepção de alívio foi a decisão de eliminar temporariamente as retenciones, os impostos de exportação, sobre grãos, incluindo soja, até o final de outubro, uma política inédita desde os anos 90, segundo especialistas.
Essa urgência em gerar divisas externas e aliviar câmbio e dívida soma-se ao convite para investimento privado veiculado por Bessent, para quem “todas as opções estão sobre a mesa”.
Embora esse alívio seja importante no curto prazo, o quadro continua cheio de riscos, com a dependência de apoio externo, a volatilidade eleitoral com as eleições parlamentares de outubro e a fragilidade das reservas cambiais como fatores que podem reverter ganhos rapidamente se as expectativas políticas ou fiscais forem frustradas.
A resposta entusiasmada dos mercados reflete não só o otimismo em relação a um apoio concreto dos EUA, mas também uma aposta de que o governo Milei conseguirá manter a disciplina fiscal e avançará com reformas estruturais.
Se isso se confirmar, muitos pensam que o salto atual pode representar o início de uma fase de restabelecimento de credibilidade, caso contrário, a Argentina estará exposta a novas crises de confiança.
Javier Milei tem um encontro marcado com Scott Bessent e Donald Trump em Nova York nessa terça-feira.
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Comentários (2)
MARCOS
23.09.2025 12:11PARABÉNS AOS EUA. AJUDAM UM PAÍS SÉRIO (AGORA) E QUE ESTÁ INDO NA DIREÇÃO CERTA. DESEJO SUCESSO AOS ARGENTINOS.
Otreblig50
23.09.2025 00:29E toda essa " Boa Vontade " americana será " SEM CUSTOS " ??? Sabem de nada, esses portenhos inocentes !!!!