União Progressista defende obstrução no Congresso: “Movimento legítimo”
União Brasil e PP orientaram as bancadas a não registrar presença em plenário nesta quarta-feira na Câmara e no Senado
A federação União Progressista, formada pelo União Brasil e o PP, defendeu nesta quarta-feira, 6, a obstrução que a oposição fez fazendo no Congresso Nacional desde terça, 5, para pressionar as Casas a avançarem com o projeto de lei da anistia e outra medidas.
“Diante do legítimo movimento de obstrução feito pela oposição, a Federação União Progressista orientou a bancada a não registrar presença em Plenário no dia de hoje nas duas Casas. Continuamos defendendo o diálogo como único caminho possível para encontrarmos soluções que devolvam a normalidade dos trabalhos no Congresso Nacional”, pontuou a federação.
“O Brasil precisa virar essa página e voltar a focar em pautas que resolvam os problemas econômicos, sociais e de insegurança do nosso País”, complementou.
A nota é assinada pelos presidentes de ambas as siglas: Antonio Rueda e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). As siglas possuem ministros no governo Lula (PT), mas cogitam um desembarque completo.
A obstrução, que inclui a ocupação das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado por parlamentares oposicionistas, impedindo a realização de sessões nos plenários, está sendo feita também como protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a atuação do ministro Alexandre de Moraes.
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), buscam um acordo com a oposição para que pelo menos a ocupação termine.
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou nesta quarta-feira a obstrução. Gleisi ressaltou que o movimento impede votações importantes para os brasileiros.
“O povo brasileiro não pode carregar nas costas o peso de Jair Bolsonaro. Primeiro, conspirou com um governo estrangeiro, fazendo o presidente dos EUA impor pesadas taxas às exportações brasileiras, comprometendo nossos empregos, empresas e a economia do Brasil em troca de pressão para sua anistia”, iniciou a ministra, em publicação no X.
“Agora, seus apoiadores no Congresso Nacional, com o mesmo objetivo, impedem votações importantes para os trabalhadores e as famílias do Brasil: isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, PEC da Segurança, isenção da conta de luz pra quem consome até 80 kW, só para ficar em alguns exemplos. Este país tem Constituição, leis, poderes independentes e um povo altivo. Não pode ficar refém de Bolsonaro“.
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