Oposição quer paralisar o Congresso em reação a prisão de Jair Bolsonaro
Deputados e senadores preparam um pacote de medidas que vão desde visitas a embaixadas a até defensa do fim do foro privilegiado
Integrantes da bancada de oposição no Congresso vão entrar em obstrução a partir desta terça-feira, 5, e pretendem paralisar as atividades da Câmara e do Senado em resposta à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
Em entrevista ao jornal Meio-Dia em Brasília, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) afirmou que a decisão foi tomada nesta terça-feira e que já conta com o apoio de partidos como o PP, União Brasil e Novo.
Há a expectativa que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, convença o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, a também endossar a obstrução pró-Bolsonaro.
“Eu acho que nós temos que ter prioridades. E a liberdade do nosso país é prioridade. As pessoas que estão condenadas, que estão nesse momento na cadeia… a liberdade é prioridade”, justificou o parlamentar sobre o movimento de obstrução no Congresso.
A base petista, no entanto, desdenhou da proposta da oposição.
“Quatro meses consecutivos que a oposição bolsonarista anuncia obstrução na Câmara. Pararam só para votar o PL da Devastação e tirar o recesso antes de voltar à programação normal de chantagear a Justiça, atacar o Brasil e lamber botas de estrangeiros”, disse o deputado petista Rogério Correa (MG).
Como mostramos mais cedo, a oposição no Congresso anunciou um “pacote da paz”, com propostas que considera prioritárias no Parlamento e poderiam melhorar a relação entre os Poderes.
Entre as medidas estão: o impeachment de Moraes, o projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o foro privilegiado de parlamentares.
Os itens foram detalhados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em coletiva de imprensa, ao lado de outros líderes e parlamentares oposicionistas.
Segundo ele, o pacote é para que “o Brasil volte a olhar para a frente e quebre os seus retrovisores“. Flávio afirmou ainda que não tem mais condições de o Congresso não votar uma anistia “ampla, geral e irrestrita” e que ela não acontece porque há ameaças ao Congresso no sentido de que se votarem a matéria, ela será declarada inconstitucional. “E não é. É uma competência privativa do Congresso, e precisamos resgatar a independência dos Poderes”.
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