Como os internautas reagiram à prisão domiciliar de Bolsonaro?
Levantamento Genial/Quaest contou mais de 1,2 milhão de menções sobre a prisão do ex-presidente nas redes sociais
Levantamento Genial/Quaest divulgado nesta terça-feira, 5, apontou que a ordem de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) repercutiu de forma polarizada nas redes sociais.
Segundo o instituto, foram mais de 1,2 milhão de menções sobre a prisão do ex-presidente, cerca de 51 mil por hora.
Ao todo, 53% foram favoráveis à prisão de Bolsonaro, ante 47% que foram contrárias à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Quando o magistrado impôs medidas cautelares a Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica, as redes sociais contabilizaram 72 mil menções por hora.
A prisão domiciliar de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) decretou na segunda, 4, a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro por descumprimento de medidas cautelares.
“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu Moraes na decisão.
Segundo o ministro, o ex-presidente usou as redes sociais – de seus aliados – para publicizar mensagens com o intuito de atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) e apoiar atos de “intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.
Para Moraes, o ex-presidente burlou medida cautelar ao atender ligações tanto do senador Flávio Bolsonaro quanto do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), realizadas durante as manifestações ocorridas no Rio de Janeiro e São Paulo.
“Agindo ilicitamente, o réu Jair Bolsonaro se dirigiu a manifestantes reunidos em Copacabana, no Rio de Janeiro, produzindo dolosa e conscientemente material pré-fabricado para seus partidários continuarem tentando coagir o Supremo Tribunal Federal, e obstruir a Justiça”, disse o magistrado.
“Não bastasse isso, as falas de Eduardo Nantes Bolsonaro direcionadas aos manifestantes, na data de ontem, também corroboram a atuação coordenada dos filhos de Jair Messias Bolsonaro a partir de mensagens de ataques ao Supremo Tribunal Federal com o evidente intuito de interferir no julgamento da AP 2.668”, acrescentou.
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