“A oposição não vai se calar”, diz Bilynskyj após Motta proibir reuniões
Comissão comandada pelo deputado federal votaria uma moção de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira
O presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, Paulo Bilynskyj (PL-SP), lamentou nesta terça-feira, 22, o ato do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que proibiu a realização de reuniões de comissões no período de 22 de julho a 1º de agosto. Segundo o parlamentar, a determinação foi recebida pelo colegiado meia hora antes do início da reunião em que votaria uma moção de solidariedade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Nosso objetivo aqui hoje é deixar bem claro que a oposição não vai se calar. A oposição não vai deixar de trabalhar a favor do Brasil, a favor da liberdade, a favor dos nossos valores de Deus, pátria, família e liberdade. Hoje, a nossa reunião foi cancelada, essa decisão foi uma decisão do presidente Hugo Motta e é uma decisão que nos impede de manifestar a nossa opinião, a nossa palavra”, pontuou Bilynskyj.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores, que também pretendia votar moções de apoio a Bolsonaro nesta terça, disse que o colegiado vai retomar a pauta que estava prevista para hoje na primeira semana de agosto, após o término do recesso parlamentar informal. Segundo Filipe Barros (PL-PR), além das moções, seria votado o envio de pedidos de providências a órgãos internacionais diante da “escalada da perseguição política” no Brasil.
As declarações dos dois congressistas do PL ocorreram em coletiva de imprensa. “Apesar de o Congresso estar no chamado recesso branco, nós, todos os deputados que estão aqui e outros tantos que não puderam vir esta semana, não teremos recesso. Voltaremos à nossas bases, falaremos com nosso povo, com nossa militância, mobilizaremos o povo a voltar para as ruas“, pontuou Barros.
“Já há um chamado de se manifestar nas ruas a partir do dia 3. Nós faremos o que tem que ser feito. Nós não fugiremos do combate. Estamos aqui hoje, continuaremos na luta pela liberdade política, que está sendo vilipendiada no nosso país”.
Ainda de acordo com o deputado, há uma perseguição a Bolsonaro e à direita no Brasil. “É algo que nunca antes foi visto na história do Brasil, um ex-presidente da República passar por aquilo que o presidente Bolsonaro está passando neste momento. Sendo proibido de conceder entrevistas a cada um de vocês, uma afronta completa à liberdade de imprensa. Não foi o presidente Bolsonaro quem foi censurado, foram vocês. Os veículos de comunicação do Brasil que ficaram proibidos de entrevistar o ex-presidente Bolsonaro e nosso sempre presidente Bolsonaro”.
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Comentários (1)
CLAUDIO NAVES
22.07.2025 12:37Já estamos em plena ditadura , Mota certamente foi obrigado a isto !